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CBF e FPF falam sobre a importância das competições no futebol feminino

por Redação
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O quarto dia do Máquina Talks contou com uma escalação de peso para debater as competições no futebol feminino. O painel contou com a presença de Aline Pellegrino, ex-jogadora e Coordenadora de Competições Femininas da CBF, Ana Lorena Marche, Diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF) e Angélica Souza, do Dibradoras.

Recém chegada à CBF, Aline falou sobre os desafios do cargo e de organizar competições femininas. “Nós temos que ter paciência e planejar bem o caminho que queremos traçar. Você pode ver que é possível, mas temos que ter paciência e dar passos curtos para criar uma base boa”, contou.

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“A transformação do futebol feminino está acontecendo, mas o principal é atingir as meninas da base”, ponderou Ana Lorena. Hoje, a maioria dos torneios femininos não tem divisão por idade.

“Pensando no curto prazo, a questão da base é ter competição. No longo prazo, nós temos que encaixar mais categorias”, contou Aline. Ela contou que é mais “fácil” convencer as federações e confederações a fazerem um modelo de competição se ela já existe no futebol masculino.


Aline diz que o que vai ajudar a alavancar ainda mais o futebol feminino é ter divisões internas mais bem denifidas e mais gente trabalhando nos clubes. “Não dá tempo de dividir a atenção. A hora que a gente tiver a pessoa de comunicação, do marketing, da logística pensando só nisso, a coisa vai andar mais rápido”.

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Para as duas executivas, as marcas se aproximaram mais do futebol feminino por causa da maior exibição e transmissão dos jogos. O Facebook anunciou, recentemente, acordo com a Federação Paulista de Futebol para transmitir o Paulistão da modalidade. Atualmente, mais de 20 mil pessoas têm acompanhado algumas partidas dentro da rede social. Parceira do futebol feminino no passado, a Band transmite hoje o Brasileirão.

“A qualidade do jogo influencia diretamente nas empresas se aproximarem ainda mais da modalidade, por isso é tão importante termos pessoas específicas cuidando de áreas específicas dentro dos clubes”, explicou Ana Lorena.

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https://www.youtube.com/watch?v=tllZYZ-MhwI
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