Tóquio 2020

COI releva impacto do adiamento de Tóquio 2020 nas finanças

por Redação
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COI releva impacto do adiamento de Tóquio 2020 nas finanças
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O impacto do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 nas finanças do Comitê Olímpico Internacional (COI) está começando a aparecer. No último balanço, a entidade declarou receitas de apenas US$ 620,7 milhões para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2020.

Normalmente, o COI esperaria gerar muito mais em um ano olímpico, com demonstrações financeiras auditadas anteriores indicando que seu programa comercial entregou US$ 5,7 bilhões em receitas em seu último ciclo de quatro anos (2013-2016).

O programa de marketing TOP do COI entregou a maior parte da receita da entidade, gerando US$ 532,4 milhões para o ano financeiro. Esses números foram ajudados por extensões de acordos com patrocinadores, como com a Atos até 2024 e a Procter & Gamble até 2028. No entanto, o adiamento dos Jogos de Tóquio significou que a organização registrou apenas US$ 1,08 milhão em receitas de mídia em 2020, sendo que as emissoras entenderam ter adiado o pagamento de direitos até este ano.

"Devido ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o relatório financeiro para a Olimpíada 2017-2020 não pôde ser concluído. Ele será relatado em 2021, após a conclusão dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020", disse o COI na introdução ao seu relatório financeiro.

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A receita de "outros direitos", que inclui acordos de licenciamento e a participação do COI nos programas de marketing do Comitê Organizador Local foi de US$ 65,8 milhões. A receita de "outras receitas", incluindo a receita de transmissão paralímpica e a receita "unilateral" gerada pelos Serviços de Transmissão Olímpicos para fornecer instalações, serviços e equipamentos às emissoras detentoras de direitos, foi de US$ 21,5 milhões.

As contas revelaram que o COI distribuiu US$ 300,4 milhões aos comitês organizadores, associações olímpicas nacionais e federações internacionais ao longo do ano.

O Comitê Organizador de Tóquio 2020 recebeu US$ 114,7 milhões, enquanto o de Pequim 2022 recebeu US$ 2,5 milhões. Somente o Comitê Olímpico Americano recebeu US$ 88,7 milhões do COI em 2020, representando quase 50% da alocação da entidade. Tradicionalmente, o órgão americano tem recebido mais do COI em reconhecimento ao fato de que é o mercado mais lucrativo para negócios de mídia e patrocínio.

O relatório financeiro revelou ainda que o COI gastou US$ 118,2 milhões em promoção do Movimento Olímpico, enquanto as despesas operacionais ficaram em US$ 173,9 milhões para o ano. No total, o COI declarou um déficit de US$ 55 milhões em 2020.

"Este [passivo total] está mais do que totalmente coberto pelo ativo circulante do COI, ilustrando a saúde financeira geral do COI e a sustentabilidade a longo prazo", revelou a entidade, em uma declaração acompanhando as contas.

Por fim, o órgão que comanda o Movimento Olímpico também disse que já garantiu US$ 4,1 bilhões dos patrocinadores TOP e das emissoras para o ciclo 2029-2032. Há grandes esperanças de que a realização do evento em 2028 em Los Angeles também possa impulsionar as finanças do COI.

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