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Com pandemia, ESPN reforça entrega digital a parceiros no Super Bowl

por Duda Lopes
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A ESPN Brasil exibirá no próximo domingo (7), com exclusividade na televisão brasileira, o Super Bowl LV. Se a transmissão dos Estados Unidos tem sofrido com a pandemia, no Brasil o canal aproveita o momento de crescimento do evento, bastante promovido pela própria emissora. Mas isso não significa que não houve problemas.

Em entrevista à Máquina do Esporte, a head da Disney para ‘Ad Sales & Partnerships’, Giselle Ghinsberg, contou como a empresa driblou as dificuldades de não ter os eventos de relacionamento neste ano e passou a investir ainda mais nas plataformas digitais da ESPN. “Nosso objetivo é possibilitar que os parceiros possam se aproximar dos fãs de esporte por meio de ações criativas”, afirmou.

A emissora também voltará a apostar em conteúdo com os parceiros, como havia feito em 2020. No próximo sábado (6), por exemplo, o ‘esquenta’ do jogo na TV será feito em parceria com a Mitsubishi. Nas redes sociais, será a vez da Claro, com uma série de publicações sobre a partida decisiva da NFL.

Giselle apenas preferiu não responder sobre os valores que envolvem a publicidade na transmissão brasileira do Super Bowl, e nem se houve alteração nas quantias no período de crise, ainda que a audiência seja crescente nos últimos anos.

Leia a entrevista completa:

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Giselle Ghinsberg foi a responsável pela venda comercial da NFL com ESPN no Brasil (Foto: ESPN)
Giselle Ghinsberg foi a responsável pela venda comercial da NFL com ESPN no Brasil (Foto: ESPN)
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Máquina do Esporte: Como foi a venda publicitária do Super Bowl para este ano? Houve mais dificuldade por conta da pandemia?

Giselle Ghinsberg: A temporada 2020/2021 da NFL foi mais uma em que conseguimos vender todas as cotas comerciais na ESPN. A liga se tornou um produto consolidado no mercado brasileiro muito em função do trabalho realizado pela ESPN com a modalidade. São mais de 25 anos de parceria e um grande esforço em construir a cultura do esporte no Brasil, explicar as regras e atrair novos fãs. Apesar do contexto da pandemia, todas as cotas foram comercializadas e tivemos uma grande temporada junto aos parceiros, com grande expectativa pelo desfecho incrível de cada ano com o Super Bowl.

ME: Quais serão os patrocinadores do Super Bowl neste ano?

GG: A atual temporada da NFL na ESPN, incluindo o Super Bowl, contou com as parcerias de Budweiser, C6 Bank, Claro, Ipiranga, Magazine Luiza, Mitsubishi e Samsung, além do Top 5 com Movida. Como tradicionalmente acontece, tivemos acordos pontuais com algumas marcas especificamente para o Super Bowl.

ME: Nos anos anteriores, a ESPN fez eventos para a transmissão do Super Bowl, com a participação das marcas. Isso será compensado de alguma maneira neste ano?

GG: Certamente. Infelizmente, pelo contexto da pandemia, não será possível realizar o tradicional evento da ESPN para a transmissão do Super Bowl junto a parceiros e clientes. As marcas, no entanto, contam com uma série de iniciativas multiplataforma, não somente na programação da ESPN na TV, como também no digital, onde a ESPN tem batido recordes de audiência a cada mês com o portal ESPN.com.br. O público da NFL na ESPN é muito apaixonado pela modalidade, com alto engajamento, por isso nosso objetivo é possibilitar que os parceiros possam se aproximar dos fãs de esporte por meio de ações criativas e uso dos profissionais do jornalismo associados à modalidade.

ME: Houve também, nos últimos anos, ações de branded content com o Super Bowl, inclusive com a Budweiser em cobertura in loco. O que podemos esperar de ações de marcas neste ano?

GG: Entre as ações de branded content realizadas esse ano, Mitsubishi fez uma série de ativações ao longo da temporada, incluindo nos playoffs. Para o Super Bowl a marca terá um programa especial no sábado, em um formato ‘esquenta’ para a grande partida no domingo. A Claro contará com posts especiais nas redes sociais com curiosidades da temporada chamando os fãs para o jogo e interação com os talentos da NFL na ESPN.

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