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Com Flamengo, BTG anuncia criação da Win The Game

por Erich Beting
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A holding do banco BTG Pactual e a empresa Fix Delivery Partners, de Claudio Pracownik, se uniram para fundar a Win The Game (WTG), empresa para atuar na gestão do esporte e que já tem, entre outros clientes, o Flamengo, a empresa de gerenciamento de atletas Top Soccer e os irmãos lutadores de MMA Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro.

Em conversa exclusiva com a reportagem da Máquina do Esporte, Cláudio Pracownik, CEO da nova empresa, e Iuri Rapoport, sócio do BTG Pactual e presidente do conselho da WTG, contaram um pouco sobre os planos da empresa, que, segundo eles, unirá os universos do esporte e dos bancos.

“Queríamos pensar numa empresa que pudesse aliar os dois mundos: o das finanças estruturadas e o da inteligência financeira. Até por conta disso, temos o Cláudio à frente do negócio”, afirmou Rapoport, referindo-se ao CEO, que já havia trabalhado no BTG e estava na Genial Investimentos, mas que teve passagem destacada como vice-presidente de finanças do Flamengo no período de reestruturação do clube.

“O mundo dos negócios e dos esportes e e-Sports estão afastados. Seja pelo histórico de má gestão dos clubes, seja porque os clubes têm dificuldade em ter garantias. Do lado dos bancos, falta reconhecer o esporte, e o futebol notadamente, como uma indústria capaz de receber crédito”, disse Pracownik.

De acordo com os executivos, a WTG atuará com quatro pilares de negócios. O primeiro é o auxílio à gestão de clubes, entidades esportivas e atletas a partir de soluções que podem envolver outras áreas do BTG Pactual.

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Capa do site da Win The Game, empresa lançada nesta semana pelo banco BTG
Reprodução
Capa do site da Win The Game, empresa lançada nesta semana pelo banco BTG
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É por isso que um acordo foi firmado com a Top Soccer, empresa de gerenciamento de carreira de diversos atletas. A agência deverá levar para dentro do guarda-chuva de soluções bancárias do BTG os investimentos dos clientes da empresa. A receita gerada a partir disso irá, em parte, para a WTG.

O segundo pilar é o de aquisição de propriedades que possam ser monetizadas em negócios escaláveis, especialmente empresas de tecnologia e startups do esporte. Nesse segmento, até mesmo compra e venda de direitos de mídia podem fazer parte do projeto da empresa.

Um terceiro pilar de atuação é na consultoria em gestão para clubes e entidades esportivas, mas, segundo Rapoport, em um conceito diferente daquele que vem sendo aplicado atualmente.

“A consultoria a clubes, hoje, é basicamente promover a redução de despesas e o aumento de receita. Não queremos fazer isso. Queremos inovar, trazer novas receitas, que não estão no radar e não estão no mapa”, destacou.

Nesse segmento, a WTG já fechou com o Flamengo, em um acordo em que a empresa será responsável por montar um negócio envolvendo a internacionalização da marca do clube. A ideia é o Flamengo ter participação em clubes do exterior, em uma operação em que o time entra apenas com a marca, ficando com o lucro da operação.

O quarto e último pilar é a busca por novas fontes de receitas para as entidades esportivas e para o segmento de e-Sports. A WTG já tem como cliente o Estádio do Pacaembu, em que a empresa atua na busca pelos naming rights do novo prédio que será erguido e terá diversas áreas de lazer e entretenimento. Além do estádio paulista, há conversas com a Liga Nacional de Basquete para trabalhar na geração de novas receitas para o NBB, campeonato brasileiro masculino da modalidade.

“Queremos tornar o produto ainda mais atrativo. Vamos analisar os inventários digitais, ver dados e, a partir da premissa da tendência do fracionamento dos direitos de transmissão, investir também na maior qualidade e diversidade do conteúdo. Pretendemos criar novas fontes de receita e permitir também acesso ao crédito para a liga, clubes e todos os demais stakeholders desse mercado”, disse Pracownik.

Depois de atuar por alguns meses sem ter a estrutura divulgada, a WTG já nasce como um dos grandes players do mercado. Agora, segundo os sócios, o desafio será frear o ímpeto do esporte em ver a empresa como tábua de salvação para os seus problemas.

“Essa é uma empresa montada para ser rentável, oferecendo um serviço com grande categoria e segurança para os clientes. Vamos ter um crescimento orgânico para organizar a coisa da melhor forma possível. A parte de esportes já está acontecendo. Ela já nasce com trabalho”, finalizou Rapoport.

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