Opinião

Opinião: Somos uma força coletiva

por Álvaro Cotta, especial para a Máquina do Esporte
A
A
Time do NBB Brasil durante o Jogo das Estrelas 2021
Divulgação
Time do NBB Brasil durante o Jogo das Estrelas 2021
publicidade

Hoje começo um novo desafio. A convite da Máquina do Esporte, compartilharei minhas ideias, reflexões e visões sobre o mundo esportivo.

Nos últimos meses, tenho tido a oportunidade de participar de diversas conversas, majoritariamente em ambientes virtuais, com colegas de mercado, executivos(as), atletas, treinadores, estudantes e muitas pessoas interessantes.

É curioso como absorvemos alguns ensinamentos conforme a idade avança ou quando somos provocados por algo maior. A pandemia acelerou transformações tecnológicas, corporativas, sociais e pessoais. O confinamento tem sido um exercício constante de civilidade, mas também de tolerância.

Tenho aprendido com as diferenças e, principalmente, me esforçado para evoluir. Esse compromisso é, praticamente, uma obrigação como ser humano, pai, marido, companheiro, colega, amigo e trabalhador.

Ao longo de minha vida profissional, tive a enorme alegria de experimentar e receber diversos ensinamentos do ecossistema do esporte. Fui atleta (mediano), treinador (de basquete), coordenador de esportes de clube social, estagiário de marketing esportivo, gerente (um tipo faz tudo) em federação estadual, coordenador em evento esportivo (a convite do COB), assistente e diretor de marketing de clube de futebol (Clube Atlético Mineiro), empreendedor e sócio de agência de marketing esportivo, presidente da Federação Mineira de Basketball (um mandato foi suficiente) e, por fim, diretor de marketing e comercial da Liga Nacional de Basquete (NBB).

Entre essas experiências, fui agraciado pela oportunidade de conhecer pessoas incríveis, muitas delas ainda são referência e fonte de inspiração e conhecimento. Foram inúmeras conquistas e projetos vitoriosos nas entidades por onde passei (cada um na sua dimensão).

publicidade

Apesar de tantas realizações, os erros ocorreram (provavelmente) na mesma proporção. Todos temos cicatrizes, algumas levam mais outras menos tempo para fecharem. Ao longo dos anos, tenho aprendido a lidar com os erros de forma positiva, como um aprendizado. Acredito que essa mudança (ainda em processo) me traz enorme benefício para lidar e compreender melhor o ciclo de evolução das coisas.

Após mais de 20 anos de vida profissional, tenho convicção que a responsabilidade e a visão do compromisso - e trabalho - coletivo são pontos fundamentais para o sucesso do esporte no Brasil.

Não para uma ou duas modalidades, uma ou duas equipes, um ou dois projetos, mas para toda a cadeia: praticantes, atletas, treinadores, lideranças, gestores, executivos, patrocinadores, mídia, jornalistas e imprensa em geral, fotógrafos, ambulantes... E os fãs.

A recuperação e o ressurgimento do esporte nacional (ao seu máximo potencial) dependem, fundamentalmente, da humildade para assumirmos nossas fraquezas e trabalharmos coletivamente para superá-las.

Apesar de todos os erros, somos uma grande força, dentro e fora das quadras (dos campos, das piscinas...), e podemos muito mais.

Álvaro Cotta é diretor de marketing e comercial da Liga Nacional de Basquete e escreve mensalmente na Máquina do Esporte

publicidade