Opinião

Opinião: pandemia mostra consolidação do digital no futebol

por Duda Lopes
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A pandemia do novo coronavírus teve um enorme impacto no esporte, com quedas nas receitas de bilheteria e com empresas que se retiraram e outras que fizeram malabarismo para manter seus contratos. Mas, de forma surpreendente, o que foi visto esteve longe de um cenário devastador em termos de patrocínio, pelo menos dentro do futebol.

A considerar as grandes equipes do país, foram poucas as marcas que tiveram que sair. Grandes patrocinadores, de maneira geral, conseguiram se manter nos times. Exceções, como a BS2 no Flamengo, tiveram rápidos substitutos.

Para manter ainda mais o otimismo no mercado, no início de 2021, mesmo com a pandemia em alta e sem previsão de vacina no Brasil, as marcas parecem agitadas. Novos contratos têm sido assinados e marcas têm renovado seus acordos entre os principais clubes. Não é o cenário mais aquecido, mas, a considerar o contexto, é bem positivo.

Há duas explicações para isso. A primeira, mais fácil de ser percebida, é o foco central das marcas com exposição no futebol. E, nesse sentido, pouco importa a ausência de torcedores nas arquibancadas. Enquanto a televisão estiver em peso, o futebol não perde ou ganha valor.

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Brahma usou redes sociais dos clubes durante a pandemia para fazer ativações (Foto: Divulgação)
Brahma usou redes sociais dos clubes durante a pandemia para fazer ativações (Foto: Divulgação)
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Nessa mesma direção, o futebol se apresenta como um espaço publicitário mais em conta. É nesse primeiro aspecto que, explicitamente, aparece a Brahma. Para a empresa, é muito mais barato investir em clubes de futebol do que gastar os R$ 300 milhões no pacote de anúncios da Globo, mesmo que a entrega seja mais trabalhosa.

No caso da Brahma, não há exposição ou, na melhor das hipóteses, há uma exposição limitada. É nesse instante que entra o aspecto mais interessante: o digital dos clubes funciona e já aparece como uma plataforma segura para as empresas.

Um bom exemplo foi no período de maior quarentena, quando não houve jogos. A exposição foi muito limitada, mas os clubes puderam compensar as marcas com entregadas nas redes. Foi assim com a Adidas no São Paulo, a Puma no Palmeiras, o BMG com o Corinthians e a Brahma com diversas equipes.

O período de pandemia apressou a consolidação das redes para os clubes, e isso foi tão bem sucedido que a Brahma se sente confortável para deixar a televisão e focar nas plataformas das equipes. Foi a maior vitória e o maior legado da crise para o futebol brasileiro. E foi uma das principais razões para o segmento ter conseguido se manter em seus piores momentos.

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