Opinião

Opinião: Cuidado! Não se iluda nessa suposta guerra Amazon x Mercado Livre

por Fernando Fleury, especial para a Máquina do Esporte
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Antes de começarmos vamos deixar claro uma coisa: Não estou aqui julgando os modelos de negócio da Amazon ou do Mercado Livre. Muito menos torcendo contra ou a favor do time A ou do time B. Minha análise é simplesmente qual entendo ser um modelo mais disruptivo.

Assim, temos que observar que a história ainda está sendo escrita. Não estamos analisando o passado e, sim, escrevendo sobre o futuro. Quando a Amazon apresentou a proposta de patrocínio ao Flamengo, sendo coberta pelo Mercado Livre, pode parecer que sua ideia era ser o Market Place do Flamengo, como é o projeto inicial do Mercado Livre. Sem dúvida uma estratégia ótima, que as analises iniciais da AI da @armatorems mostraram ser a única # capaz de brigar com #BBB.

Porém, a estrutura da Amazon, demostrada desde do 2018 quando começaram seus investimentos na aquisição de direitos esportivos, deixa claro que o Market Place para ela é apenas mais um canal. Pode até ser o fim. Mas está longe de ser o único processo.

A estrutura da Amazon, uma marca gigante internacional (e esse é um ponto, no meu entendimento que tem um valor que merece destaque para times que buscam a internacionalização), bem como outras redes sociais. A Amazon com seus modelos disruptiveis pode desenvolver ferramentas relevantes como detentora dos direitose parceiras dos times para criar monetização adicional de conteúdo e atingir públicos adicionais. É importante termos em mente que 25% dos millenninuns não são acessíveis por meio da mídia tradicional, enquanto plataformas como essa pode atrair esse grupo-alvo.

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Guerra entre Amazon e Mercado Livre pode não ser o que você pensa
Reprodução
Guerra entre Amazon e Mercado Livre pode não ser o que você pensa
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Assim, um modelo que vá além do Market Place, seja com a Amazon ou Mercado Livre, pode ajudar a fechar essa lacuna, divulgando canais de histórias de esportes por meio de plataformas sociais. E são esses canais que irão transferir as pessoas para o Market Place.

Então notemos que a Amazon tinha interesse em patrocinar o clube com o marca Amazon Prime. Sua marca que concorre com GlobloPlay, Netflix, Display+, entre outras. E não com Mercado Livre. Porém, para o Mercado Livre, maior e-commerce do Brasil, (Amazon é terceiro, atrás das Lojas Americanas), o ganho de awareness e possibilidade de share de mercado da concorrente, principalmente depois dos investimento realizadas em 2019, geraram uma preocupação real. Com isso, nada mais natural do que uma estratégia de ataque direto.

A curto prazo, pelos valores negociados, o Mercado Livre é, sem dúvida, um ótimo patrocinador. A média prazo, e mesmo a longo prazo, como parceiro de Market Place é um excelente parceiro. Simplesmente é a maior empresa da América Latina. Porém, pensando em modelos disruptivos, que vão além dos tradicionais Market Places, acho que vale a gente ficar com a pulga atrás da orelho.

O tempo vai responder essa pergunta. Talvez outro time, aqui ou em outro país. Por enquanto eu vou usando ambos para aumentar minha coleção de objetos geek.

Fernando Fleury é fundador da Armatore Market + Science e escreve mensalmente na Máquina do Esporte

Interja com o colunista no Twitter: @sportmktscience

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