Opinião

Opinião: CBF mira conteúdo digital e aproximação de brasileiros e estrangeiros

por André Stepan, especial para a Máquina do Esporte
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No último mês de fevereiro, a Confederação Brasileira de Futebol anunciou a contratação de Lorenzo Perales para o cargo de diretor comercial. A chegada do executivo espanhol, que acumula 17 anos de experiência no Real Madrid, também auxiliará a CBF a estabelecer uma comunicação com fãs da Seleção Brasileira ao redor do mundo, a desenvolver uma base de dados própria e a acelerar ainda mais a produção de conteúdo digital.

Em um projeto iniciado em 2019, a CBF já colhe resultados de audiência nas mais diversas plataformas de conteúdo. A entidade quase quadriplicou o número de perfis – de três para 11 – para atender os mais variados públicos consumidores de seus produtos, como Campeonato Brasileiro, seleções feminina e masculina, e-Brasileirão, CBF Academy, etc. Na última semana, anunciou a chegada do perfil exclusivo do Brasileirão Feminino. A estratégia tem rendido excelentes números: ultrapassou a marca de 33 milhões de seguidores no total; e, apenas em 2020, mais de 118 milhões de interações e 170 milhões de vídeo views.

Com a audiência nacional consolidada e a bagagem trazida por Lorenzo Perales, a Confederação Brasileira de Futebol dará novos passos a partir de 2021 na área de conteúdo digital. Uma das marcas mais fortes do futebol mundial – e, na minha opinião, atualmente a única brasileira capaz de estar presente em todos os cantos do planeta por inúmeros motivos: história, qualidade técnica e grandes jogadores em competições de enorme audiência no mundo (mas isso é assunto para ser aprofundado em uma coluna específica no futuro próximo) –, a Seleção finalmente deve ter conteúdo em outros idiomas e se aproximar de fãs de fora do Brasil.

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CBF tem usado as redes sociais para consolidar parcerias com patrocinadores
Reprodução/Instagram
CBF tem usado as redes sociais para consolidar parcerias com patrocinadores
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A CBF também considera que o conteúdo digital será fundamental para driblar alguns dos vários obstáculos trazidos pela pandemia e, por isso, passará a dar ainda mais atenção à área para todos os seus pilares, como as competições próprias e as seleções feminina, masculina e de base. Para os campeonatos, o caminho em 2021 será de parcerias com as mais diversas plataformas para enriquecer a experiência dos torcedores.

Para as seleções, a CBF considera o desafio ainda maior, já que a pandemia também restringe demais a presença de jornalistas e demais produtores de conteúdo nas atividades das equipes. Em 2020, a quantidade de conteúdo gerado pela equipe de comunicação nos jogos das seleções triplicou; e a tendência para 2021 é aumentar ainda mais. Além de inúmeras ações informativas e de interação, a entidade também realizou atendimentos a patrocinadores por meio de conteúdo digital, como um desafio com um carro da FIAT.

Outro pilar considerado importante pela Confederação Brasileira de Futebol para o projeto de digitalização é a criação de um banco de dados próprio. Se feito com sucesso, a entidade dará um passo importantíssimo para conhecer ainda mais os seus torcedores brasileiros e estrangeiros, estreitar relacionamento e, sem dúvida, se tornar ainda mais forte institucional e comercialmente.

* André Stepan é country manager da Horizm e escreve mensalmente na Máquina do Esporte

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