Opinião

Criatividade do vôlei tem de ir além do BB

por Erich Beting
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A solução encontrada pela CBV para renovar o piso das quadras dos principais clubes de vôlei do país é louvável. Uma ideia criativa e bem amarrada, que permitirá aos atletas terem um piso melhor para jogar e, ao patrocinador, um excelente retorno de exposição de marca.

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Criatividade do vôlei tem de ir além do BB
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A criatividade é uma das marcas do vôlei brasileiro. Há 40 anos, foi o esporte quem fez o lobby político para permitir marcas nas camisas de times, criando o mercado para o patrocínio aos clubes. Há 30 anos, mostrou para empresas estatais o benefício de investir no esporte no país. A modalidade é também a que mais testa mudanças de regras para tornar o jogo mais dinâmico, imprevisível e atrativo tanto para o público quanto para a mídia e os patrocinadores.

Mas a criatividade do vôlei brasileiro precisa ir além de encontrar soluções para o Banco do Brasil. Essa tem sido a tônica desde 1991, quando o BB entrou com um enorme projeto de rejuvenescimento de marca por meio do vôlei.

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Durante 15 anos, o BB foi o impulsionador do fenômeno do vôlei brasileiro. O sucesso dos atletas em quadra e o retorno do banco nos negócios fez com que os patrocinadores migrassem para o esporte com relativa naturalidade. O problema é que, de dez anos para cá, o fio virou. A parceria entre banco e vôlei se tornou tão indissociável que as empresas são afastadas da modalidade por ser impossível ganhar algum espaço dentro do esporte que é sinônimo de Banco do Brasil.

A solução de um piso de quadra nas cores do patrocinador é perfeitamente aplicável a qualquer outra empresa que tenha interesse em construção de lembrança de marca. Não precisaria ser o BB quem bancasse essa conta. Ao dar a solução para o banco, a CBV corretamente resolve um problema dela e oferece ao patrocinador uma propriedade que nunca tinha sido pensada.

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O único porém é que a solução é entregue para o mesmo patrocinador de sempre. O maior parceiro do vôlei brasileiro, responsável por ajudar a construir a história da modalidade, deixou de ser a mola que impulsiona o crescimento do esporte para se tornar quase que a única saída para se obter investimento.

A criatividade não pode deixar nunca de ser uma marca do vôlei e da CBV. Mas é preciso começar a encontrar soluções criativas para outras empresas além do Banco do Brasil. Força de produto não falta para isso.

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