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Gestão da F1 em São Paulo vai parar na Justiça

por Redação
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A organização do Grande Prêmio de São Paulo  se transformou numa batalha jurídica.
Crédito: Reprodução
A organização do Grande Prêmio de São Paulo se transformou numa batalha jurídica.
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A organização do Grande Prêmio de São Paulo da Fórmula 1 entre 2021 e 2025 se transformou numa batalha jurídica. Na segunda-feira, a Justiça de São Paulo determinou que a MC Brazil Motorsport Holding Ltda. Deposite R$ 20 milhões como garantia para a realização da prova no país. Cabe recurso à decisão, que tenta assegurar que a capital paulistana consiga ter o GP.

A decisão proferida pelo juiz tem como base uma ação civil do vereador paulistano Rubens Nunes que questiona a capacidade de a empresa arcar com a organização do evento. No dia 5 de janeiro, a prefeitura contratou, por R$ 100 milhões, a MC Brazil para organizar a prova brasileira da F1 entre 2021 e 2025.

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A contratação da empresa não passou por licitação e foi uma exigência da Liberty Media, dona dos direitos comerciais da F1, para que São Paulo assinasse o acordo de organização do GP pelos próximos cinco anos.

A assinatura do contrato foi alvo de reclamações de diversos políticos e se transformou num elemento para uma batalha judicial de opositores ao prefeito Bruno Covas.

A MC Brazil é um braço do fundo de investimentos Mubadala Group, ligado aos Emirados Árabes Unidos. No Brasil, além da recém-criada empresa para organizar a F1 no Brasil, o fundo é dono da IMM, agência que gerencia, entre outros eventos, o Rio Open de tênis. Mundialmente, o Mubadala tem participação dentro da IMG, a maior agência de marketing esportivo do mundo.

Na sentença, a Justiça considera que o capital social da MC Brazil, de apenas R$ 120, deixa dúvidas quanto à capacidade da empresa em honrar os compromissos assumidos.

Prefeitura e MC Brazil não vão se pronunciar sobre a sentença, mas devem recorrer dela nos próximos dias.

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