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Uefa tenta ‘contra-ataque’ à Superliga com aporte de € 6 bilhões

por Redação
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A Uefa negocia com a Centricus Asset Management um pacote de financiamento de € 6 bilhões, cerca de R$ 40 bilhões, para reformular a Champions League e impedir a realização da Superliga, torneio apresentado nesta semana por 12 clubes europeus.

Segundo noticiou a Bloomberg, a Uefa ainda não chegou a um acordo com a Centricus e, por isso, ainda não fala oficialmente sobre os planos para a Champions League. A empresa, que tem sede em Londres, também não se manifestou sobre as negociações.

O possível aporte, no entanto, não seria uma resposta direta à Superliga. Segundo o site, as negociações se desenrolam desde antes do anúncio desta segunda-feira. As conversas acontecem há vários meses.

Ainda assim, com o aporte, a Uefa poderia se proteger contra as vantagens financeiras da Superliga e manter o comando da principal competição europeia desde a década de 1950, a Champions League.

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Presidente da Uefa, Aleksander Čeferin, tem se armado contra Super Liga (Foto: uefa.com)
Presidente da Uefa, Aleksander Čeferin, tem se armado contra Super Liga (Foto: uefa.com)
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O valor almejado pela Uefa é ainda maior do que o levantado pela Superliga. Para sair do papel, os clubes acertaram com a JPMorgan Chase & Co para ter um levantamento inicial de € 4 bilhões, em forma de empréstimo.

Menos conhecida do público global, a Centricus foi fundada em 2016 por Nizar Al-Bassam, um ex-banqueiro de investimento do Deutsche Bank AG Goldman Sachs. Dentro do esporte, a empresa já esteve envolvida em um consórcio com a Fifa para lançar novos torneios, além de ter negociado a compra do Basel, time da suíça.

Além da reformação da Liga dos Campeões, que já até ganhou um novo formato, a Uefa tem pressionado os clubes com a ameaça de banir jogadores que disputem a Super Liga. Os atletas não poderiam mais atuar por suas seleções na Euro e na Copa do Mundo.

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