Futebol

Uefa ameaça clubes por plano de “Super League”

por Redação
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Uma briga foi deflagrada nos bastidores do futebol europeu neste domingo, depois de o jornal The New York Times revelar que 12 times de Inglaterra, Espanha e Itália teriam se unido para criar a “Super League”, uma competição entre eles e outros quatro times convidados que passaria a compor o calendário do futebol europeu no lugar da Champions League.

De acordo com o NYT, a superliga teria como fundadores os espanhóis Barcelona, Real e Atlético de Madrid; os italianos Juventus, Milan e Internazionale; e os ingleses Manchester United, Manchester City, Tottenham, Chelsea, Liverpool e Arsenal. Os 12 times são os mais populares de seus respectivos países. Segundo a reportagem, PSG e Bayern de Munique recusaram o convite para a liga, que assim teria quatro times convidados a cada quatro edições.

A reportagem ainda informou que a liga deveria ser anunciada neste domingo (18), já que nesta segunda-feira (19), a Uefa pretende anunciar uma série de novas medidas para a Champions League, a maior competição entre clubes da atualidade. Os clubes receberiam US$ 400 milhões cada um para participar do torneio, que estaria em busca de investidores para bancarem a conta inicial.

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Uefa partiu para ataques contra clubes após notícia de criação de Super League
Divulgação
Uefa partiu para ataques contra clubes após notícia de criação de Super League
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Tão logo a reportagem foi publicada, e a Uefa decidiu se impor contra a possível união de clubes. Num comunicado feito em conjunto com as confederações e ligas dos três países dos times dissidentes, a entidade europeia ameaçou retirar os clubes que aderirem à superliga de competições nacionais e, afirmando ter o aval da Fifa, os jogadores serem proibidos de defender seus países.

“Se isso acontecer (a criação da liga), queremos reiterar que nós - UEFA, Federação Inglesa, RFEF, FIGC, Premier League, LaLiga, Lega Serie A, mas também FIFA e todas as nossas federações-membro - permaneceremos unidos nos nossos esforços para impedir este projeto, que se baseia no interesse de alguns clubes num momento em que a sociedade precisa mais do que nunca de solidariedade”, afirmou a entidade em comunicado.

O protesto das entidades é exatamente pelos clubes que atualmente projetam a criação da liga estarem entre aqueles que mais geram receita no mundo. Apesar de já serem dominantes nas receitas, esses times querem aumentar ainda mais o que arrecadam sem ter de dividir parte do bolo com clubes menores, como vem fazendo a Uefa na Champions League, em que boa parte da receita da competição é destinada a países e times que não disputam o torneio.

A ofensiva da entidade europeia, que chamou de “iniciativa cínica” a proposta, foi seguida de comunicados das ligas espanhola, inglesa e italiana.

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