Futebol

Protestos na Colômbia mudam jogos da Libertadores

por Redação
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Uma onda de protestos tem atrapalhado os planos da Conmebol novamente. Dessa vez, o problema tem sido na Colômbia, onde as pessoas têm ido às ruas para impedir uma reforma tributária sugerida pelo governo.

Já são cinco dias de protestos nas principais cidades do país, que resultaram em 19 mortes. O Escritório de Direitos Humanos da ONU tem acusado as forças de segurança da Colômbia de excessos para conter as manifestações.

Com cenário complicado, a Conmebol resolveu tirar partidas do país. A entidade alegou “falta de garantia por parte das autoridades de segurança das cidades da Armênia e Pereira, para garantir a realização” dos jogos da Libertadores e da Sul-Americana.

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River jogará em Assunção; Fluminense, por ora, permanecerá com jogo em Barranquilla (LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)
River jogará em Assunção; Fluminense, por ora, permanecerá com jogo em Barranquilla (LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)
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Com a medida, os jogos de Santa Fe, Atlético Nacional e La Equidad contra River Plate, Argentinos e Lanús foram transferidos para Assunção, capital do Paraguai e local onde está localizada a sede da confederação sul-americana.

Por ora, o jogo do Fluminense contra o Junior Barranquilla, na quinta-feira (6), está garantido na Colômbia. Barranquilla, no entanto, teve problemas nesta terça-feira (4), com furtos no comércio local em mais um dia de protestos.

Essa é a segunda vez em três anos que a Conmebol tem que fazer mudanças na Libertadores por conta de protestos generalizados em algum país. Em 2019, o problema foi no Chile, quando as pessoas começaram a ir às ruas após um aumento na tarifa do metrô.

Após 18 mortes no maior ato de protesto desde a redemocratização do Chile, a Conmebol resolveu retirar a final do torneio de Santiago. O título, vencido pelo Flamengo sobre o River Plate, foi disputado em Lima, no Peru.

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