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Presidente da Fifa critica Superliga: “Vão lidar com as consequências”

por Redação
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Presidente da Fifa critica Superliga: “Vão lidar com as consequências”
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Gianni Infantino, presidente da Fifa, se posicionou contra a criação da Superliga e declarou apoio à Uefa.

“Só podemos desaprovar veementemente uma Superliga que é uma coisa fechada, uma separação das instituições atuais, das ligas, das federações, da Uefa e da Fifa. Sem dúvida alguma da desaprovação da Fifa. Apoio total à Uefa”, disse Infantino, durante o Congresso da Uefa, que está sendo realizado em Montreux, na Suíça.

“Os acessos e os rebaixamentos são um modelo coroado de sucesso”, acrescentou o presidente da Fifa fazendo uma comparação com a Superliga, em que os clubes fundadores têm sempre lugar garantido a cada temporada, ao invés de uma classificação por mérito em função dos campeonatos nacionais. “Esperamos que tudo volte ao normal, que tudo se resolva, mas sempre com respeito, sempre com solidariedade e com os interesses do futebol nacional, europeu e global”.

Infantino apelou à responsabilidade dos líderes dos 12 clubes fundadores da competição – os espanhóis Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid; os ingleses Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City e Tottenham; além dos italianos Internazionale, Juventus e Milan. “Há muito a perder por um ganho financeiro a curto prazo para alguns. As pessoas têm de pensar nisto cuidadosamente. Precisam refletir e assumir responsabilidades”, acrescentou.

Por fim, o líder da Fifa deixou o aviso aos clubes que decidirem participar na competição: as consequências vão chegar e terão de lidar com elas. “Se alguns escolherem ir pelo próprio caminho, então terão de viver com as consequências da sua escolha. São responsáveis pela sua escolha. Concretamente, isto significa que ou estão dentro, ou estão fora. Não podem estar meio dentro, meio fora”, concluiu.

Alexsander Ceferín, presidente da Uefa, fez um apelo aos clubes ingleses, maioria entre os “fundadores” da Superliga. “Senhores, vocês cometeram um grande erro. Alguns dirão que é ganância, outros desdém, arrogância, e completa ignorância da cultura do futebol inglês… Não importa. Ainda há tempo de mudar de ideia. Todos erram. Os grandes de hoje não eram necessariamente grandes no passado, e não há garantia que serão no futuro”, observou.

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