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PPV falha, e Flamengo culpa ataque hacker

por Redação
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Pouco antes de o jogo começar, o sistema do clube entrou em colapso, e os torcedores começaram a usar as redes sociais para protestar
Crédito: Reprodução
Pouco antes de o jogo começar, o sistema do clube entrou em colapso, e os torcedores começaram a usar as redes sociais para protestar
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O Campeonato Carioca teve início na noite de terça-feira (2) com uma pane geral no sistema de compra e acesso ao pay-per-view ofertado pelo Flamengo. O sistema de assinatura é a maior novidade e grande aposta de clubes e federação para aumentar a arrecadação com direitos de mídia da competição.

A estreia do Flamengo contra o Nova Iguaçu representou o primeiro grande teste ao novo modelo. O jogo teve transmissão ao vivo pela TV Record para o Rio de Janeiro e cidades como Brasília, Salvador, Belém e Manaus, além de estados como Goiás Paraná, Santa Catarina, Sergipe, Piauí, Espírito Santo e Maranhão. O público de outros estados e mesmo de regiões em que não pega o sinal da Record teve de recorrer à assinatura da FlaTV+, serviço oferecido pelo Flamengo, do próprio Campeonato Carioca ou pelas operadoras Claro, Sky e Vivo.

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Pouco antes de o jogo começar, o sistema do clube entrou em colapso, e os torcedores começaram a usar as redes sociais para protestar. Muitos usuários relatavam terem sido deslogados do sistema minutos antes de a partida começar e, posteriormente, não conseguiram acessar a transmissão.

Da mesma forma, na TV por assinatura, alguns torcedores também não conseguiram acesso à partida, não conseguindo assinar o PPV. Por volta de 22h30, a reportagem tentou acessar o sistema da Claro, mas o canal que transmitia o jogo estava com a tela preta, sem ser possível realizar a compra. Outros usuários também enfrentaram problemas semelhantes.

Ainda durante a partida, o Flamengo usou sua conta no Twitter para tentar justificar a falha no sistema próprio. Às 23h13, o clube informou que a transmissão “está sendo prejudicada por um ataque de grandes proporções aos servidores da plataforma, tendo como origem diversas regiões do Brasil”.

De acordo com o clube, a tentativa de invasão “se iniciou minutos antes de o jogo começar, após duas horas de pré-jogo sem qualquer problema”. O Flamengo ainda disse que havia se precavido para evitar esse tipo de problema e que, mesmo assim, não conseguiu resistir, já que, nas palavras do clube, “a ação coordenada que está em curso é bastante forte e provavelmente profissional”.

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O clube disse que “foram bloqueados aproximadamente 900 ataques (de um total de quase 9 mil, que continuam ocorrendo) e, às 21h51, o servidor da Amazon também sofreu ataques e saiu do ar”.

O Flamengo está comercializando a R$ 129,90 o pacote para o torcedor assistir a todos os jogos do clube no campeonato. A expectativa é de que essa seja a principal fonte de receita para a equipe no Campeonato Carioca, já que o contrato da Record rende cerca de R$ 1,8 milhão bruto ao clube.

Essa é a segunda vez que o Flamengo falha ao tentar fazer uma transmissão fechada para assinantes. Em 2020, em parceria com o Mycujoo, o clube se viu obrigado a abrir o sinal dentro de seu canal no YouTube para exibir o duelo contra o Volta Redonda, pela semifinal da Taça Rio. O motivo? O sistema de venda do PPV para a partida entrou em colapso pouco antes do início do jogo, devido ao alto número de acessos simultâneos na tentativa de pagar para assistir ao confronto.

O Flamengo é o único entre os times grandes do Rio a adotar um sistema próprio de venda do PPV de suas partidas. Botafogo, Fluminense e Vasco se associaram à TV N Sports, que há três anos realiza transmissões por assinaturas de diversos eventos esportivos e é responsável, entre outras, pelo Canal Olímpico do COB, o PPV da Superliga de vôlei e de estaduais de futebol como os campeonatos Catarinense e Mineiro. Botafogo e Vasco estreiam nesta quarta-feira, enquanto o Fluminense joga na quinta. Os três jogos serão transmitidos apenas pelo PPV, o que pode aumentar a demanda de assinaturas.

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