Futebol

Mastercard desiste, e demais patrocinadores reduzem ativações na Copa América

por Redação
A
A
Em 2019, Mastercard fez evento no Morumbi para celebrar patrocínio à Conmebol e à Copa América
Divulgação
Em 2019, Mastercard fez evento no Morumbi para celebrar patrocínio à Conmebol e à Copa América
publicidade

A indefinição em torno da realização da Copa América fará com que a maioria dos patrocinadores do torneio não execute ações de ativação do patrocínio. Na terça-feira (8), a Mastercard confirmou que não fará qualquer ação relacionada ao torneio e, ainda, não terá mais a marca exposta nos painéis de publicidade estática dentro dos gramados em que acontecem os 28 jogos da competição, prevista para ter início no próximo domingo (13).

“Após análise criteriosa, decidimos por não ativar nosso patrocínio à Copa América no Brasil”, afirmou em nota a Mastercard.

A decisão da empresa de cartões de crédito é a mais radical entre todos os patrocinadores da Copa América. Ambev, Betsson, Kwai e TCL, outros apoiadores do torneio, não vão retirar suas marcas da comunicação do evento, mas também não vão mais promover o patrocínio como havia sido planejado inicialmente.

Segundo apurou a Máquina do Esporte, os planos das empresas, que já vinham mudando por conta das sucessivas alterações nas sedes da Copa América (era para ser na Argentina e na Colômbia, foi modificada apenas para a Argentina e, depois, para o Brasil), foram revisados ao longo do final de semana. A mudança aconteceu depois que Rogério Caboclo, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), foi denunciado na sexta-feira (4) por uma funcionária por assédios moral e sexual e acabou afastado do cargo.

Para piorar o cenário, na segunda-feira o Ministério Público avisou que investigará entidades esportivas, patrocinadores e empresas detentoras dos direitos de transmissão da Copa América (SBT e Disney). Além disso, nesta quinta-feira (10), haverá uma reunião extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que poderá impedir a realização do torneio no Brasil.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro colocou o país à disposição da Conmebol para receber o torneio, o debate político foi acalorado, e o clima de incerteza sobre como trabalhar o patrocínio ao evento ficou ainda maior.

publicidade