Futebol

LaLiga, Serie A e Bundesliga viram alvo de fundos de investimento

por Redação
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Em 2005, quando a família Gazler assumiu o controle do Manchester United, pouco após Roman Abramovich comprar o Chelsea, foi desencadeado um processo de compra de grandes clubes europeus por fundos de investimento e/ou bilionários. Agora, cerca de 15 anos depois, são as grandes ligas que começam a atrair a atenção de fundos interessados em comprar parte do negócio.


Depois de a Série A italiana vender por € 1,7 bilhão 10% de seus direitos audiovisuais há menos de um mês, a Bundesliga também foi procurada por empresas dispostas a comprar parte do negócio de direitos internacionais da liga alemã. 


Nesta quinta-feira, o site 2Playbook revela que a LaLiga acaba de se tornar dona da empresa espanhola Robota, que havia desenvolvido para a entidade um sistema de combate à pirataria de conteúdos audiovisuais. A aquisição é parte de um projeto para fortalecer os negócios de tecnologia e distribuição de conteúdo da LaLiga, de olho numa potencial venda de participação desse negócio a investidores. Hoje, a área de conteúdo digital da LaLiga (aplicativos e dados) fatura € 5 milhões ao ano.

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O movimento de entrada de investidores nas principais ligas europeias acontece por duas razões. A primeira é a chegada da tão esperada revolução que as plataformas de distribuição de conteúdo podem trazer ao mercado audiovisual. O próprio crescimento do negócio da LaLiga indica a valorização do conteúdo.


O segundo motivo é a crise trazida pela pandemia. Na Itália, a verba que entra da venda de 10% do negócio audiovisual vai compensar parte das perdas dos clubes. Na Alemanha, a injeção de capital compensaria a baixa que a Bundesliga teve com a venda internacional de direitos de transmissão. Só no Oriente Médio, a liga perdeu um contrato de € 200 milhões por temporada com a beIn Sports. 


Assim, as ligas europeias começam a atrair investidores interessados em plataformas que se conectam com pessoas por meio do conteúdo. 


Diferentemente do que acontece na Fórmula 1, em que o fundo de investimento que comprou a categoria revolucionou a gestão, com as ligas europeias o negócio é injetar capital de olho numa valorização da venda de direitos de transmissão e de tecnologia a partir da mudança de hábito de consumo das pessoas ao redor de todo o mundo. 



"Levamos anos trabalhando em nosso ecossistema digital. A área digital é onde está o futuro do nosso negócio", resumiu Javier Tebas, presidente da LaLiga.


O novo Eldorado do futebol é o conteúdo audiovisual e sua distribuição.

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