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Incerteza faz Uefa perder contrato da Champions League na Austrália

por Redação
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Incerteza faz Uefa perder contrato da Champions League na Austrália
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A Uefa acaba de sofrer o primeiro baque financeiro na disputa com os clubes que propõem criar uma Superliga europeia restrita a 20 times e disputá-la concomitantemente com a Champions League. A plataforma de streaming australiana SportsFlick, que havia sido escolhida vencedora da oferta para a compra dos direitos de mídia da competição de clubes da Uefa para o ciclo 2021-22 a 2023-24, recusou assinar o contrato com a entidade.

Em comunicado divulgado em seu site nesta segunda-feira, a SportsFlick confirmou que o motivo para a recusa eram “as incertezas” que rondam atualmente o futebol europeu. Segundo a plataforma, a garantia financeira para o negócio, que de acordo com o site SportBusiness era de € 13 milhões anuais, já havia sido conseguida com instituições financeiras australianas.

“À luz da atual incerteza no futebol europeu, os diretores e acionistas tomaram a decisão de não prosseguir e fornecer os itens contratuais necessários para concluir o negócio neste momento. Os fatores comerciais da licitação devem ser considerados, com a incerteza quanto à participação de determinados clubes nas competições europeias. Em linha com seus deveres fiduciários, os diretores da Sports Flick não podem, de boa-fé, comprometer fundos de investidores para garantir os direitos de mídia”, disse a empresa, que também compraria os direitos da Europa League e da Conference League, uma espécie de “terceira divisão” da Champions.

A aquisição da Champions League era um dos trunfos da SportsFlick, que foi criada em 2019, para conseguir ampliar seu alcance dentro da Austrália. A plataforma de streaming tem hoje um portfólio eclético de direitos, que incluem, no futebol, a Champions League feminina, a Liga K sul-coreana, as ligas da Nicarágua e dos Emirados Árabes Unidos e os jogos do Oxford City, da Sexta Divisão inglesa. Além do futebol, a plataforma transmite o beisebol nicaraguense, a Liga Europeia de críquete e a liga de rúgbi da Sérvia.

A saída do concorrente deve abrir espaço para as empresas tradicionais de mídia no mercado australiano, que via com desconfiança a entrega dos direitos da Champions para a ainda jovem plataforma de streaming, que é de propriedade de um empresário australiano.

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