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Euro consolida domínio e disputa entre Adidas e Nike

por Erich Beting
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Alemanha e França, que duelam na primeira fase da Euro, têm as camisas mais valiosas da competição
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Alemanha e França, que duelam na primeira fase da Euro, têm as camisas mais valiosas da competição
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Principal competição entre seleções depois da Copa do Mundo, a Euro começa nesta sexta-feira (11) com uma constatação: cada vez mais existe uma concentração das marcas esportivas no fornecimento de material para as seleções.

Se, em campo, são 24 times diferentes na disputa pelo título, nos uniformes a diversidade é baixíssima. Apenas seis marcas de material esportivo estarão presentes na competição, numa concentração nunca vista de patrocinadores. Pior ainda, a Euro é quase um duopólio, com 70% dos times vestindo somente duas empresas: Adidas e Nike.

As duas gigantes do mercado possuem acordos com 17 federações ao todo, sendo 9 seleções com a marca americana e outras 8 com a alemã. Outros 4 países estarão com a Puma no uniforme, e três seleções terão fornecedores menores: Dinamarca (Hummel), Macedônia do Norte (Jako) e Ucrânia (Joma).

Naturalmente, com o maior número de seleções em campo, Adidas e Nike também duelam pelos maiores acordos de patrocínio. Entre todos os times da Euro, quem mais recebe pelo fornecimento de material esportivo é a Alemanha. Para vestir o time “de casa”, a Adidas desembolsa US$ 79,5 milhões por ano. Esse valor foi alcançado após a Copa do Mundo de 2014, com os alemães valorizados pela conquista do título e com a ameaça de a Nike querer romper um acordo que já tinha, então, 60 anos.

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O segundo lugar do topo de acordos mais valiosos é ocupado pela França. Os franceses, em 2007, trocaram a Adidas após 36 anos. Para entrar nos Blues, a Nike pagou muito, tanto que o acordo com a Federação Francesa é hoje de US$ 61 milhões por ano, só tendo sido ultrapassado pelo da Adidas com a Alemanha em 2015. Em terceiro está a Inglaterra, que recebe US$ 47,3 milhões por ano da Nike.

O duopólio só é quebrado na quarta posição do ranking. A Itália, carro-chefe da Puma há alguns anos, recebe US$ 36 milhões por ano dos alemães, que assim conseguem ocupar um espaço entre os maiores acordos do mundo. O quinto lugar volta a ser da Adidas: US$ 22,6 milhões pagos para a Espanha.

Ao todo, segundo dados da consultoria PR Marketing, os fornecedores de material esportivo desembolsam US$ 322 milhões com os patrocínios às 24 seleções. Nike e Adidas gastam US$ 274,3 milhões, ou 85,2% do total. A Puma investe US$ 43 milhões em quatro seleções, enquanto os contratos menores somam apenas US$ 4,8 milhões, cerca de 1,5% do total investido.

Com tanta concentração de mercado, Nike e Adidas também deverão duelar pelo status de patrocinadora oficial da campeã europeia. Os principais favoritos ao título vestem as marcas das duas empresas: França, Inglaterra e Portugal estão com a Nike, enquanto Alemanha, Bélgica e Espanha vestem Adidas. A Puma, como “azarão”, espera a retomada da Itália para tentar furar esse duopólio.

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