Futebol

Bmg voltará ao patrocínio máster do Atlético-MG em 2022 por perdão de dívida

por Erich Beting
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Banco Bmg voltará a ocupar o espaço máster da camisa do Atlético-MG em troca de perdão de parte da dívida do clube com Ricardo Guimarães
Divulgação/Atlético-MG
Banco Bmg voltará a ocupar o espaço máster da camisa do Atlético-MG em troca de perdão de parte da dívida do clube com Ricardo Guimarães
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O Atlético Mineiro recolocará, a partir de janeiro de 2022, o banco Bmg como patrocinador máster do time masculino por um período inicial de seis anos e meio, mas que pode chegar até nove anos ou ser reduzido. O acordo faz parte de uma negociação que colocará fim a uma dívida de cerca de R$ 155 milhões que o clube tinha com a família do empresário Ricardo Guimarães, ex-presidente e conselheiro do clube, que é dono do banco.

O fim da dívida, uma das maiores do Atlético, faz parte do plano do clube de tentar reduzir ao máximo o passivo e projetar um clube mais saudável financeiramente. Um grupo de empresários, do qual o próprio Ricardo Guimarães faz parte, assumiu a gestão financeira do Atlético desde o ano passado e tem renegociado boa parte das dívidas.

O negócio com a família Guimarães foi um dos mais importantes que o clube firmou. Segundo o Atlético, se a dívida fosse cobrada integralmente, o valor do débito seria de R$ 247 milhões. Antes, já havia tido perdão de parte dos juros do débito, que totalizava, atualmente os R$ 155 milhões.

No acordo firmado agora, Guimarães foi ainda mais generoso com o clube. Retirou quaisquer juros sobre o valor que já foi dado ao Atlético (cerca de R$ 50 milhões), reduziu em R$ 20 milhões o total a ser pago e, ainda, trocou R$ 65 milhões que precisaria receber pelo espaço máster do uniforme do time masculino do Galo.

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A princípio, o cálculo feito pelo clube é de que o valor do patrocínio máster é de R$ 10 milhões anuais, o que fará com que o Bmg ocupe o espaço na camisa entre janeiro de 2022 e julho de 2028. Anualmente, porém, será feito um cálculo do valor do patrocínio, o que poderá reduzir ou ampliar o tempo de duração do acordo. O que está estipulado é de que, no máximo, o Bmg ficará 9 anos com a cota máster.

“A grandeza do Ricardo e de sua família e a paixão deles pelo Galo permitiram que chegássemos a este entendimento”, afirmou Sérgio Coelho, presidente do Atlético, ao celebrar o acordo.

O dirigente conduziu junto com o vice-presidente José Murilo Procópio a negociação com Ricardo Guimarães, que celebrou a “transformação” pela qual o clube vem passando.

“Tenho orgulho de ter ajudado o clube em situações difíceis e continuar a fazê-lo neste momento de transformação do Galo, liderado por Sérgio Coelho e José Murilo Procópio”, disse Guimarães, que é amigo dos dois dirigentes e atua no conselho gestor do Atlético ao lado de outros empresários.

A generosidade de Guimarães com o Atlético estará também no prazo para o pagamento dos R$ 20 milhões remanescentes: já neste mês de junho, ele receberá R$ 350 mil e, a partir de julho, R$ 175 mil por mês pelos próximos 90 meses, totalizando R$ 65 milhões até dezembro de 2028. Além disso, no próximo mês ele receberá R$ 900 mil e, pelos próximos três anos, receberá a cada mês de julho R$ 1 milhão, totalizando R$ 3,9 milhões.

Além dos valores emprestados ao clube, a família de Ricardo Guimarães já havia doado ao Atlético, em 2006, o terreno de quase 150 mil m² para ampliação da Cidade do Galo, o centro de treinamento do clube.

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