Futebol

Após boom, marcas buscam oportunidades no futebol feminino

por Redação
A
A

Após um período de grande crescimento, com a consolidação do Campeonato Brasileiro e com a maior presença da mídia, as marcas começam a buscar com maior intensidade o mercado do futebol feminino. O tema, tratado no terceiro dia do Máquina Talks – Semana do Futebol Feminino, foi abordado por uma marca, a Puma, uma agência, a Octagon, e um clube, o Palmeiras.

A gerente de projetos da Octagon, Giovana Aleixo, é quem tem recebido mais diretamente essa resposta do mercado, com empresas que buscam a agência por novas oportunidades de investimentos. Nem sempre, no entanto, a solução é simples, já que as possibilidades são limitadas, e algumas marcas ainda têm receio de, por exemplo, uma comparação com as verbas colocadas no masculino.

“Enxergamos o futebol feminino como oportunidade de trabalho. Mas não dá para investir e achar que em dois, três meses vai ter o investimento de volta. Falamos para os parceiros, tem que ser um projeto genuíno. Temos que tentar entender o que é essa oportunidade. Precisa estar próximo para saber o que dá para fazer. Chegar mais perto para entender o que faz sentido para cada marca”, explicou.

publicidade
publicidade

A executiva lembra que a agência tem se aproximado de algumas dessas oportunidades para tentar criar caminhos para marcas que queiram participar desse momento de desenvolvimento do futebol feminino. Ela ressaltou, por exemplo, que a Octagon esteve em contato até com o time do Taboão, que entrou em evidência nas últimas semanas pelas goleadas elásticas sofridas no Campeonato Paulista.

Mas, de maneira geral, a procura tem sido crescente. “Ano passado foi a virada na chave. A obrigatoriedade (de times femininos, pelo Profut) já foi uma mudança grande. Mas ano passado foi um marco para o futebol feminino. As marcas que não entraram viram como as que entraram cresceram. Desde então, recebemos muito mais procura”, ressaltou.

A Puma, por sua vez, exaltou a ação com o Palmeiras que levou a patrocínio da marca a todas as atletas do time. Head de marketing da marca, Fábio Kadow lembrou que, apesar do mercado ter se desenvolvido, ainda há questões básicas de estrutura. “Mesmo no Palmeiras que tem uma estrutura muito boa, tinham meninas que jogavam com chuteira de segunda, terceira mão. Então a gente fez esse acordo”, lembrou.

No fim da ponta, está o clube que tem recebido cada vez mais verbas com a procura das marcas e, claro, do próprio público. O diretor de futebol feminino do Palmeiras, Alberto Simões, deu uma previsão otimista para o segmento em curto prazo.

“A cada ano que passo, futebol é tratado como negócio. Começou como algo forçado, mas os dirigentes começaram a ver como negócio. Minha aposta é que dentro de dois anos o feminino será autossustentável. Tem público, tem patrocinador. O futebol é bonito. Vamos caminhar com as próprias pernas a partir de agora”, apostou.

publicidade