Na última década, a Liga Mundial de Surfe (WSL) viu crescer o protagonismo do Brasil. A chamada "Brazilian Storm" fez o país se tornar o principal celeiro de atletas, o que fez aumentar o interesse pela modalidade por aqui, a ponto de a WSL decidir montar um escritório em São Paulo e passar a gerar negócios no país.

Para Ivan Martinho, CEO da WSL na América Latina, o maior desafio que a liga tem para os próximos anos é construir sua imagem sem estar atrelada exclusivamente a Gabriel Medina, bicampeão mundial e principal ícone dessa nova geração. Em entrevista ao programa "Os Maquinistas", o podcast da Máquina do Esporte, Martinho explicou os planos da liga para o país e, logicamente, falou como vê a crise de agora.

Foto: Divulgação / WSL

"Imagina você ter um produto que dependa muito do ídolo. À medida que esse ídolo não exista mais, o seu produto começa a sofrer uma dificuldade, uma queda, que às vezes não retorna mais. Isso não é um problema no mundo inteiro, mas é um problema no Brasil", disse Martinho, lembrando os casos de Gustavo Kuerten no tênis e Anderson Silva no UFC.

Indo na contramão da indústria brasileira, ainda anestesiada pela pandemia do coronavírus, Martinho já foi adiante com o surfe. A WSL promoveu, no último sábado (28), um festival de música com artistas ligados ao estilo de vida do surfe.

"As pessoas não deixaram de gostar da gente porque não tem evento ao vivo. Levamos, como liga, diversão às pessoas, nos conectamos à parte boa do dia delas. Com isso, vamos conhecendo melhor quem é nossa base", afirmou o executivo.


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