A verdadeira novela que parece ter virado o relacionamento entre Globo e Flamengo teve mais um capítulo nesta quinta-feira (2), quando a emissora rompeu o contrato com o Campeonato Carioca por conta da atitude do clube rubro-negro de se aproveitar da Medida Provisória 984 e transmitir o jogo contra o Boavista na FlaTV na última quarta-feira (1º).

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No entanto, o próprio Flamengo tentou amenizar o "clima de guerra" nesta sexta-feira (3) para, quem sabe, fazer com que a novela, em algum momento, tenha um final feliz. Em entrevista ao Blog do Rodrigo Mattos, no UOL, o vice-presidente de comunicação e marketing do clube, Gustavo de Oliveira, foi taxativo ao falar que a Globo é a maior parceira comercial do Flamengo e que não vê motivo para mudar esse status a curto prazo.

Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Durante a conversa, o executivo afirmou que o Flamengo respeitará os contratos em vigor com a Globo (Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Libertadores) e que a única questão que gera divergência é o Carioca, uma vez que a Globo ofereceu um valor, o Flamengo achou pouco e, então, não houve acerto.

Em 18 de junho, com a assinatura da MP por parte do presidente Jair Bolsonaro, que concedeu os direitos de transmissão de uma partida ao seu mandante, o Flamengo viu a possibilidade de ter seus jogos exibidos por uma plataforma própria. A Globo não concorda por entender que detém os direitos do torneio, apesar de não ter fechado com o próprio Flamengo. Segundo Gustavo de Oliveira, a "guerra" se restringe apenas ao Carioca e mais nada.

Na entrevista, o vice-presidente ainda foi questionado sobre a formação de uma liga de clubes para fazer negociações coletivas. Na resposta, disse que o Flamengo está disposto, sim, a negociar em bloco, mas não quer ser obrigado a isso pelo fato de apenas organizações privadas (os clubes) estarem envolvidas. Na opinião do executivo, o mais importante é aumentar as oportunidades para os clubes.

Por fim, Gustavo de Oliveira ainda deixou claro que vê Globo e Flamengo como parceiros no futuro, mesmo após o término dos atuais contratos. Apesar disso, também demonstrou o interesse de comercializar direitos de transmissão fatiados em diversas plataformas quando estes mesmos contratos que estão em vigor chegarem ao final


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