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Um ano de incêndio aumenta crise de imagem no Flamengo

por Erich Beting - São Paulo (SP)
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Neste último sábado (8), completou-se o primeiro ano do incêndio no Ninho do Urubu que vitimou dez jogadores das categorias de base do Flamengo. E a forma como o clube se comportou para relembrar os meninos mortos ampliou ainda mais a má impressão deixada pela diretoria na gestão de todo o caso.

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O Flamengo tentou fazer com que o dia fosse de homenagens. Nas redes sociais, apenas imagens em branco e preto foram utilizadas. No jogo contra o Madureira, pelo Campeonato Carioca, os jogadores entraram com faixas em homenagem aos meninos. Além disso, uma missa foi rezada pela memória de Athila Paixão, Arthur Vinícius Freitas, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo Santos, Pablo Henrique da Silva, Rykelmo de Souza, Samuel Thomas Rosa e Vitor Isaías.

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Um ano de incêndio aumenta crise de imagem no Flamengo
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Foto: Paula Reis / Flamengo

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O clube, porém, mais uma vez mostrou total despreparo para lidar com os familiares das vítimas. Alguns deles foram proibidos de entrar no Centro de Treinamento para velarem pelos meninos mortos há um ano. A alegação flamenguista foi de que eles não haviam pedido autorização prévia para a visita. Após quase duas horas tentando entrar no local, os familiares desistiram e voltaram para casa. Apenas os pais de Pablo Henrique da Silva puderam entrar, já que tinham pedido previamente.

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O presidente Rodolfo Landim tentou se justificar. Ao site Papparazzo Rubro-Negro, o dirigente explicou o motivo do veto à entrada dos familiares.

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"A orientação que a gente deu foi que fizessem isso a partir das 16h, que aí não teria o treino dos jogadores. Ontem, foi alegado pela família do Pablo que eles iam viajar cedo, e isso foi flexibilizado", afirmou o atual mandatário do clube.

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Até o técnico Jorge Jesus, que não era funcionário do clube à época, precisou responder aos jornalistas sobre o que pensava do veto à entrada dos familiares.

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"Não posso responder, porque penso que passa por questões jurídicas. Nada apaga o que aconteceu, as famílias podendo ir ou não. Queria dizer para toda a comunicação: não façam disso uma arma política. Respeitem os meninos que faleceram e a dor deles", disse o treinador, pedindo mais respeito à imprensa também.

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A frieza com que o Flamengo tem tratado o caso tem gerado cada vez mais revolta contra o clube e os dirigentes. No sábado (8), quando fez um post no Twitter em homenagem às crianças, o vice-presidente jurídico, Rodrigo Dunshee, que tem liderado as negociações de indenização e publicamente se manifestado sobre o caso, foi duramente atacado pelos torcedores. O executivo deletou a conta após as críticas.

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