Alguns dias após a divulgação de um estudo feito pela Major League Baseball (MLB) sobre os possíveis prejuízos aos times com uma temporada inteira sendo disputada com portões fechados, a National Football League (NFL) "ganhou" uma análise parecida. E os números não são nada animadores. Segundo a revista Forbes, os times da liga de futebol americano perderiam algo em torno de US$ 5,5 bilhões em receitas em uma temporada sem torcida.

De acordo com a publicação, os estádios vazios resultariam em uma diminuição de 38% da receita combinada das 32 franquias em comparação à temporada de 2018, a última que tem os números disponíveis abertamente. Para se ter uma ideia, apenas o Dallas Cowboys, classificado pela revista como equipe esportiva mais valiosa do mundo nos últimos quatro anos, teria um prejuízo de US$ 621 milhões, mais da metade dos US$ 950 milhões da receita total da equipe.

Foto: Reprodução / Twitter (@dallascowboys)

Na continuação da lista feita pela Forbes, aparecem o New England Patriots, com prejuízo de US$ 315 milhões, e o New York Giants, com prejuízo de US$ 262 milhões. Entre as 32 franquias, o Tampa Bay Buccaneers aparece na 24ª posição e perderia US$ 119 milhões. Nos bastidores, o time é um dos que mais espera a normalização da situação atual, já que prevê um grande impulso nas vendas de ingressos por conta da contratação do astro Tom Brady, que deixou o New England Patriots após 20 temporadas.

Outros dois times que vivem uma expectativa de melhora nas receitas na próxima temporada ocupam as duas últimas colocações da lista e seriam, portanto, os menos prejudicados. O Los Angeles Chargers, que deve passar a mandar jogos no novo SoFi Stadium, perderia US$ 93 milhões. Já o Las Vegas Raiders, que mudou de nome e também de cidade e estádio, tendo agora o novo Allegiant Stadium à disposição, perderia US$ 77 milhões.

Por último, a Forbes ainda revelou que uma temporada sem torcida impactaria também no bolso dos próprios jogadores. Isso porque, em março, a liga concordou com um novo acordo de negociação coletiva (CBA) que destinará 47% da renda relacionada ao futebol aos jogadores em 2020 e 48% em 2021.

Vale lembrar que, por enquanto, a NFL foi a única das grandes ligas americanas a não sofrer nenhum atraso ou cancelamento dentro de campo, uma vez que a temporada passada (2019/2020) terminou em fevereiro e a próxima (2020/2021) está marcada para começar em setembro. Apesar disso, há uma clara preocupação da liga com possíveis perdas de receitas com ingressos, estacionamentos, patrocinadores, comidas, bebidas e souvenirs, caso a pandemia não seja derrotada em pouco mais de três meses.


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