Um dia após a decisão de encerrar a temporada da Superliga B de Vôlei tanto no feminino como no masculino, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou a mesma definição para a Superliga Banco do Brasil Feminina, principal divisão do vôlei nacional entre as mulheres.  

A opção pelo encerramento da temporada foi escolhida após votação realizada em uma reunião feita por videoconferência. Por maioria, ficou decidido também que o torneio termina com a classificação final respeitando a tabela atual, mas nenhuma equipe será declarada campeã.

A decisão foi tomada pelos clubes por conta da falta de uma definição de quando o calendário voltaria ao normal. O contrato com a maioria das atletas tem vencimento até o final do mês de abril, quando o torneio acabaria. Sem verba para prolongar os acordos, a maioria dos clubes optou pelo cancelamento.

Foto: Reprodução / Twitter (@OsascoVC)

"Mais uma vez colocamos nossa opinião, pelo fim do campeonato visando o bem de todos os envolvidos, e demos direito de voto aos clubes. A maioria demonstrou pensar como a CBV e está decretado o fim desta temporada. Sentimos muito por ver a Superliga Banco do Brasil terminar dessa forma, mas sabemos que é absolutamente necessário", declarou Renato D'Avila, superintendente de competições de quadra da CBV.

"É muito duro para todos nós, que amamos o esporte. Mas é uma medida necessária nesse momento de pandemia. A saúde deve vir em primeiro lugar. Todos acreditamos na velha máxima que diz 'esporte é saúde', mas, neste caso, o saudável é ficar em casa para evitar o risco de contágio e seguir tomando as medidas necessárias de higiene. Vamos em frente, superar esse desafio e, quando a situação voltar ao normal, começar a focar na próxima temporada", afirmou Luizomar de Moura, técnico do Osasco Audax/São Cristóvão Saúde.

Já na Superliga Banco do Brasil Masculina, a votação seguiu por um caminho diferente. Por 10 votos a 3, ficou decidido que haverá uma nova reunião em um mês para uma segunda conversa a respeito do assunto. Por enquanto, a competição está apenas paralisada por tempo indeterminado.

"Em um momento como este, temos que ter muita serenidade para tomar decisões. A gestão do Vôlei Renata vai olhar em primeiro lugar, sempre, numa situação como esta, a saúde dos atletas, membros da comissão técnica, torcedores e todos os envolvidos de alguma forma ao time. Em segundo lugar, temos uma preocupação global com o meio: patrocinadores do nosso projeto, das outras equipes, da competição, a mídia, os torcedores, os empregos diretos e indiretos gerados. Enfim, todas as pontas ligadas à Superliga", comentou Fernando Maroni, gestor do Vôlei Renata.

"A CBV entende que a melhor decisão neste momento seria encerrar a competição, mas, como sempre, foi colocado em votação e, por 10 a 3, venceu a opção de nos reunirmos novamente daqui a um mês para debater o assunto mais uma vez. Enquanto isso, a Superliga Banco do Brasil Masculina 2019/2020 segue paralisada", finalizou Renato D'Avila.


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