Largada está marcada para o dia 31 de outubro (Foto: Victor Eleutério)

Os Sertões deste ano não terão nenhum contato entre os profissionais das corridas e as populações das cidades por onde passarão os competidores. A ideia não é se distanciar do público, mas evitar o contágio do Covid-19 em regiões afastadas do grande centro. E, para compensar, a organização da disputa que fazer o que foi chamado de “Rally da Solidariedade”.

O plano é que criar “bolhas” que isolem totalmente os profissionais a cada parada. São, na verdade, acampamentos lacrados. Quem, porventura, sair desse cerco estará desclassificado da competição.

Além do isolamento, os Sertões terão que seguir um protocolo estabelecido para a controle da doença, que vai de testagem dos profissionais a ausência de aglomerações. As equipes, inclusive, terão um limite permitido de pessoas que trabalharão na disputa.

Evento de lançamento foi no estádio do Pacaembu, no modelo drive-in - Foto: Divulgação

“Todos os grandes eventos esportivos estão se reinventando, com o Sertões não é diferente. Vamos nos deslocar com toda segurança para ativar as economias locais e levar cuidado a quem precisa. Adiar a prova, em tese a opção mais fácil, seria abandonar quem sempre nos acolheu. Sertões representa superação”, comentou o CEO dos Sertões, Joaquim Monteiro.

A parte social será dividida em duas ações. A primeira é relacionada à saúde. A competição deixará pelas cidades cabines de atendimento médico à distância. Trata-se de um projeto da SAS Brasil, organização social sem fins lucrativos parceira dos Sertões.

A outra medida será a compra de cestas básicas de comerciantes locais. Os produtos serão distribuídos aos próprios moradores que estejam em situação financeira de risco. O plano é usar a passagem da competição para fomentar ainda mais as economias locais.

Até a largada será feita de forma a evitar aglomeração de torcedores. Ela acontecerá no dia 31 de outubro no autódromo privado Velocittá, em Mogi Guaçu, interior paulista. A disputa vai cruzar 5 Estados e o Distrito Federal (São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Maranhão), num total de 4.749km.


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