O futebol do Rio de Janeiro poderá contar com torcedores nos estádios a partir do dia 10 de julho. Na noite de sexta-feira (26), a prefeitura da cidade lançou uma edição extra do Diário Oficial com a informação. O documento autoriza que estádios recebam até um terço de suas capacidades.

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A redução da capacidade seria para evitar aglomeração de torcedores, ainda que, no Maracanã, principal arena da cidade, isso represente cerca de 25 mil pessoas. A prefeitura impõe a condição de que haja quatro metros quadrados para cada pessoa no estádio e que as vendas de ingressos sejam feitas apenas pela internet.

Botafogo entrou em campo contra a própria vontade neste domingo (28) e protestou antes de golear a Cabofriense por 6 a 2 (Foto: Reprodução / Twitter (@Botafogo))

No texto divulgado pela prefeitura, no entanto, não há especificação de como será feito o controle nas arenas para que os torcedores não se unam nas arquibancadas. O que se sabe é que será mantida a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Com a medida, a decisão da Taça Rio será realizada com a presença de público nos estádios. E, a partir de 1º de agosto, entrará em vigor uma flexibilização ainda maior. Nesse caso, estarão liberados dois terços dos estádios para os torcedores. Depois do dia 16 de agosto, não haverá mais qualquer restrição na cidade.

O Rio de Janeiro se afasta, portanto, das medidas adotadas nos principais mercados do mundo, mesmo em regiões em que o Covid-19 não teve tanta força. E isso em um momento em que o Brasil é o epicentro da doença. Nas ligas europeias, por exemplo, não há previsão de público nas arenas neste ano, mesmo com mais tempo de distância em relação ao pico de transmissão do coronavírus.

O Campeonato Carioca é o único dos grandes estaduais que já retornou às atividades, ainda que sem o consenso dos clubes que disputam o torneio. Botafogo e Fluminense já chegaram a ir a campo, mas sem o próprio consentimento.


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