A pressa de Dana White em fazer o UFC voltar às atividades, mesmo com a pandemia do coronavírus em alta nos Estados Unidos, mostrou que o tino comercial do chefão da liga de lutas está apurado. Segundo o Sports Business Journal (SBJ), o UFC 249, realizado no último sábado (9), teve 700 mil compradores do pay-per-view do card de lutas ofertado pela ESPN só nos Estados Unidos.

White foi o maior defensor do regresso do esporte às atividades, mesmo com os EUA se tornando o país com o maior número de mortos por Covid-19 no mundo. O chefão do UFC teve de lidar com duras críticas, ainda mais depois de insistir em fazer o evento com portões fechados na Flórida. A situação ficou ainda pior quando o brasileiro Ronaldo "Jacaré" Souza, que faria parte de um dos combates da noite, testou positivo para o coronavírus e foi imediatamente afastado.

Foto: Reprodução / Twitter (@TonyFergusonXT)

Mesmo após o card do UFC 249 ter sido completado no próprio sábado (9), White afirmou que o esporte poderia voltar às atividades, desde que "seguindo as diretrizes corretas", e já anunciou que o UFC 250 deve acontecer no dia 23 de maio.

A boa venda do PPV da luta reforçou a nova estratégia de transmissão do evento. O UFC colocou mais microfones dentro do octógono para compensar a ausência da torcida e mudou o plano de visão, tentando não destacar a arena vazia.

"Pareceu ser um evento normal, que é o nosso objetivo. Nós não íamos nos esquivar de não usar um enquadramento que revelasse que tínhamos assentos vazios, porque é essa a situação em que estamos. Mas, ao mesmo tempo, queríamos apresentar um produto que ficasse parecido com o que fizemos no passado, quando tudo era possível", disse Craig Borsari, vice-presidente de produção do UFC, em entrevista ao SBJ.


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