Jogadores fizeram lives com os convidados (Foto: Divulgação)

São Paulo recebeu, no último fim de semana, o Vita Brasil Tennis Challenger, um torneio de exibição de tênis com atletas como Bia Haddad e Thomaz Bellucci. Sem a presença de público, a organizadora do encontro, a agência Try, teve que usar a tecnologia para gerar engajamento de fãs e criar uma rede de ativação para as marcas que suprisse as dificuldades impostas pela pandemia do Covid-19.

Sem o público presente nas arquibancadas ou nas áreas VIPs, como em um torneio tradicional, a solução foi criar ‘lives’ entre empresários para gerar uma plataforma de relacionamento. Esses encontros contaram com a presença dos jogadores e geraram um ambiente diferente de outras aparições ao vivo que se popularizaram durante a pandemia.

Em conversa com a Máquina do Esporte, o sócio-fundador da Try, Nelson Aerts, explicou que essa foi uma solução gerada para que as marcas e os convidados tivessem uma relação mais próxima, como aconteceria sem a pandemia. E, segundo o executivo, em alguns momentos esse encontro foi até mais satisfatório do que o tradicional.

“Na sexta-feira (7), entre meio dia e 3 da tarde, um horário que normalmente as coisas estão paradas, com a tecnologia nós conseguimos reunir diversas pessoas, todo mundo em uma plataforma, uma conexão que seria mais difícil se fosse presencialmente”, celebrou Aerts.

A própria solução criada acabou atraindo empresas focada em tecnologia. A Vita, que deu nome ao torneio como principal apoiadora do evento, é especializada em soluções e serviços de tecnologia de informação. A marca participou do modo como a Try gerou o relacionamento com os parceiros.

Além da plataforma criada, o evento contou com a presença da televisão, o que atrai marcas mesmo sem a presença do público. Bandsports e TV NSports, plataforma de streaming da Netshoes, exibiram as partidas do encontro amistoso.

Para a Try, o torneio representou o retorno em um ano particularmente difícil. Dependente de eventos e ativações esportivas, a agência sofreu com os meses de faturamento baixo. “A empresa parou, zerou. Será uma volta lenta e gradual. Será preciso muita conversa e parceria. Os investimentos ainda são raros. Mas é possível fazer”, comentou Nelson Aerts.


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