Os estádios da Premier League seguirão fechados se só puderem entrar mil torcedores. Na última sexta-feira (11), a liga inglesa mostrou seu descontentamento com a decisão do governo de Boris Johnson de diminuir a presença dos torcedores e adiar o plano de retomada dos estádios. 

Entre as medidas propostas pelo executivo, os lugares no estádio são reduzidos a um máximo de mil pessoas, algo que os clubes acreditam que "não dará nenhuma oportunidade de testar e avaliar as medidas destinadas a maximizar a segurança dos torcedores". 

Além disso, a Premier considera que mil torcedores não cobrirão os custos de abertura de um estádio, o que significaria maiores perdas para as entidades esportivas. De acordo com a liga inglesa, para cada mês jogado sem torcedores "mais de cem milhões de libras são perdidas, com o consequente impacto nas economias locais e do país". 

Por outro lado, a liga também lembra que esta decisão governamental afeta "mais de cem mil empregos que dependem diretamente do dia do jogo". Os clubes da Premier, como especificado no comunicado à imprensa, já prepararam "testes em larga escala" para garantir a segurança dos espectadores e, portanto, solicitam ao Governo que não atrase a abertura dos estádios, prevista para 1º de outubro, pois alegam que a segurança pode ser garantida. 

Na última quinta-feira, o CEO da Premier, Richard Masters, disse em entrevista à BBC Sports que era "absolutamente crítico que os torcedores retornassem aos estádios", valorizando em 700 milhões o impacto que estaria jogando a liga sem uma audiência.


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