O Conselho Internacional de Críquete (ICC), órgão regulador da modalidade em nível global, aprovou, nesta terça-feira (9), alterações temporárias em seus regulamentos com objetivo de minimizar o impacto econômico da pandemia do coronavírus na modalidade. A principal mudança é a autorização para a exibição de patrocínios nas camisas dos jogadores pelos próximos 12 meses.

O relaxamento da regra foi aprovado pelo Comitê de Executivos do ICC, conhecido como CEC, que é composto pelos principais executivos dos principais conselhos de críquete do mundo. Por um ano, logotipos de até 32 polegadas quadradas serão permitidos no peito das camisas e agasalhos dos times. Antes, eram permitidos apenas três logotipos menores e mais discretos nas camisas. No caso dos grandes, a permissão só era dada por um dia e em ocasiões específicas como em partidas internacionais de T20, variação da forma original do críquete criada no Reino Unido.

Foto: Reprodução / Twitter (@ICC)

O ICC acredita que a medida possui um grande potencial de geração de receita em um momento em que a modalidade foi bastante afetada pela paralisação por conta da pandemia. O Conselho de Críquete da Inglaterra e do País de Gales, por exemplo, revelou que deverá ter um prejuízo de £ 380 milhões no total.

Apesar disso, de acordo com o jornal britânico Daily Mail, a seleção da Inglaterra cogita doar o que for conseguido com patrocínio no novo espaço disponível na camisa ao Serviço Nacional de Saúde do país ou a instituições de caridade ligadas ao combate ao Covid-19. Os ingleses devem enfrentar as Índias Ocidentais em uma série de amistosos a partir de 8 de julho, o que deverá marcar a retomada da modalidade.

O órgão que regula o críquete mundial ainda autorizou várias outras mudanças de regras em resposta à pandemia. Entre as mais importantes estão a possibilidade de as equipes substituírem jogadores que demonstrem sintomas de Covid-19 durante os amistosos, a proibição do uso de saliva para tornar a bola mais aderente e ainda a permissão da utilização de árbitros não neutros, já que, no momento, há uma dificuldade grande em se fazer viagens de avião, o que dificulta ter sempre árbitros de outros países em campo. 


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