A rede de hotéis Accor foi à mídia e deu a entender que não pretende continuar pagando os € 70 milhões acordados com o Paris Saint-Germain pelo patrocínio máster da camisa da equipe francesa enquanto a pandemia do coronavírus mantiver o futebol paralisado. A empresa entende que o valor é alto demais para que seja pago sem ter nenhum tipo de exposição em troca.

“Definimos que pagaríamos em duas parcelas, em 1º de janeiro e 1º de julho. A primeira parcela foi paga como combinado, mas para satisfazer a segunda é necessário que as competições sejam retomadas. Caso contrário, é quase certo que não será pago", afirmou Sébastien Bazin, gerente geral da rede de hotéis, em uma entrevista concedida à rede de televisão francesa BFM TV.

Foto: Divulgação / Nike / PSG

A declaração caiu como uma bomba pelos lados do clube. Nos bastidores, deve ter havido uma série de conversas, já que, horas depois, o próprio Bazin deu outra entrevista, dessa vez ao jornal L’Équipe, na qual disse que “a Accor sempre respeitou os vínculos contratuais e sempre os respeitará”. Nesta segunda entrevista, acabou ficando claro que o patrocínio relativo à temporada 2019/2020, que está em curso, já foi pago. Dessa forma, Bazin estaria cogitando congelar o pagamento relativo à temporada 2020/2021.

A rede de hotéis vem se beneficiando bastante da temporada que o Paris Saint-Germain faz até aqui. O clube está na final da Copa da Liga Francesa contra o Lyon, que teria sido disputada em 4 de abril, mas foi adiada. Além disso, lidera a Ligue 1 (Campeonato Francês) com 12 pontos de diferença e um jogo a menos com relação ao vice-líder Olympique de Marseille, assim como já garantiu vaga nas quartas de final da Champions League após eliminar o Borussia Dortmund.

A Accor é patrocinadora máster do PSG desde o início da temporada 2019/2020, quando substituiu a companhia aérea Emirates. Desde então, utiliza a marca de seu programa de fidelidade, o ALL, na camisa da equipe francesa.


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