O começo do ano prometia ser de muito trabalho na Octagon. O escritório brasileiro da agência, que em 2019 havia iniciado a expansão de sua operação para o México, fechou acordo com a Ambev para tocar as ativações das cervejas da empresa também na Argentina e na Colômbia durante a Copa América. O ano de 2020 parecia consolidar o plano de expansão internacional da Octagon Brasil com a criação de ações de ativação para marcas em eventos.

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"Em janeiro, apresentei ao Ronaldo todo o plano da Octagon para os próximos três anos. Dois meses depois, tivemos de colocar tudo em espera e repensar a empresa. Agora, o plano é muito mais de sobrevivência do que de crescimento. Depois de tentar absorver um pouco o choque e ver que não era uma pausa, mas uma mudança estrutural da maneira que a gente vive, começamos uma mudança interna. E a gente está passando por ela agora", disse Eduardo Baraldi, CEO da Octagon Brasil, durante a Live de Segunda-Feira da Máquina do Esporte nesta segunda-feira (1º).

Por cerca de 50 minutos, Baraldi conversou com o CEO da Máquina do Esporte, Erich Beting, sobre como a pandemia do coronavírus transformou os negócios da agência, deu sua visão sobre o futuro do mercado e mostrou que a Octagon mudou completamente de rumo.

"Algumas coisas que iam ficar no papel por mais alguns meses foram aceleradas. Vimos que muito mais do que ser uma agência, temos de ser agentes. Vamos trabalhar cada vez mais como provedor e viabilizador de conteúdo qualificado que possa inclusive ajudar o profissional do mercado", exemplificou Baraldi.

Lançamento de um podcast próprio foi uma das estratégias utilizadas pela Octagon no atual contexto de pandemia (Foto: Divulgação)

Desde março, a agência já lançou seu próprio podcast e também apresentou o projeto mais ambicioso, que é a organização da versão on-line do World Football Summit, encontro sobre negócios do futebol que acontece em Madri desde 2016 e que seria realizado fisicamente pela Octagon no Brasil no final deste ano. Com a pandemia, o fórum passará a ser realizado remotamente e terá alcance mundial.

"O World Football Summit já nasceu com essa mentalidade de a gente ver o ecossistema todo, e a gente como uma forma de conectar esse universo. Pelo fato de ser on-line, ele deixou de ser um evento local para ser um evento global. Ao ir para o digital, o momento requer transformação, então a gente quer como fio condutor dessa história a reinvenção do futebol", contou Baraldi, que ainda revelou que o congresso terá uma competição de startups em parceria com a Microsoft.


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