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Oposição do Corinthians anuncia executivos de marketing

por Duda Lopes - São Paulo (SP)
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Ex-presidente Mário Gobbi é a principal voz de oposição a Andrés Sanchez (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

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Principal nome da oposição a Andrés Sanchez no Corinthians, o ex-presidente Mário Gobbi apresentou os dois executivos que serão responsáveis pelo marketing do clube caso sua chapa vença a eleição a ser realizada no fim de novembro. E a Máquina do Esporte conversou, com exclusividade, com os dois profissionais para saber qual é o plano para que o clube consiga faturar mais no mercado.

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Os escolhidos por Gobbi foram de áreas distintas. Diretamente relacionado ao mercado, está Evandro Guimarães, antigo diretor de operações da agência 9ine. Ao lado dele, estará um profissional mais ligado à área acadêmica, o professo e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, José Arakelian.

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Para os dois, o Corinthians precisa criar meios de gerar mais caminhos para ativação de patrocinadores. Com uma maior credibilidade à marca do clube e um maior conhecimento do torcedor, as grandes companhias, que não ganham tanto com exposição, poderiam voltar a se interessar pelos clubes.

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“O modelo de negócio de patrocínio de futebol no Brasil precisa evoluir ainda. A gente ainda tem um modelo muito baseado nessa coisa pura e simples da exposição de marca, na exibição da marca na TV aberta na camisa, do outdoor. Se você imaginar as grandes marcas, elas não precisam mais de visibilidade. Elas já têm ‘awareness’, a visibilidade da marca conquistada”, comentou Evandro Guimarães.  

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Uma solução seria a segmentação de mensagens para tipos de torcedores específicos, especialmente no meio online. Para os executivos, o clube ainda deve no digital, nem tanto na questão do conteúdo, mas no modo de mapear seus fãs.

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“O que eu acho importante é a gente ter é a ideia de que precisa olhar para o torcedor. Conhecer esse torcedor, entender os diferentes perfis e diferentes necessidades. E a partir daí, ter o marketing funcionando como uma oferta para diferentes perfis de parceiros em uma ponta, no B2B, e também no B2C ofertar o que se espera, o que se busca como experiencia. Acho que precisamos ter o torcedor como o centro o olhar do departamento de marketing”, enfatizou José Arakelian.

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Um dos problemas centrais atualmente no Corinthians está na administração da arena em Itaquera, que mantém uma engenharia financeira pesada ao clube. Para Evandro Guimarães, a solução está na diversificação das atividades centrais realizadas no local. Hoje, o fluxo de pessoas que passam pelo estádio é limitado porque a função da estrutura permanece centrada no futebol.

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“A base das pessoas que frequentam a Arena, apesar do público estar sempre alto, com 35, 40 mil pessoas, desse universo, não chega a 90 mil pessoas diferentes. São 30 milhões de corintianos, fora as 20 milhões de pessoas em São Paulo, e só 90 mil que frequentam. São sempre os mesmos porque a gente só tem um tipo de atividade que é o futebol”, comentou.

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José Arakelian ressalta também que as mais diversas frentes de comunicação do clube, seja na experiência de arena ou na voz dada às redes sociais, precisam estar conectadas para que o clube possa oferecer algo mais sólido ao mercado.

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“Todas essas entregas precisam ter um sistema de inteligência por trás, elas precisam ser concatenadas e organizadas para que de fato esses momentos de entrega de marca, de ativação e todas as outras possibilidades possam ser rentabilizadas, possam ser medidas, mensuradas”, comentou.

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A candidatura de Mário Gobbi é a união de um grupo dissidente da administração de Andrés Sanchez com a chapa encabeçada por Felipe Ezabella, candidato na última eleição do clube. Como presidente, Gobbi levou o time ao título da Libertadores e do Mundial em 2012, mas também colaborou diretamente para o endividamento da entidade. Saiu do cargo após a temporada de 2014, com déficit próximo aos R$ 100 milhões.

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A complicada questão financeira do clube atualmente deve ser a principal bandeira a ser levantada nas eleições deste ano. Apesar do favoritismo de Gobbi, o colégio eleitoral do Corinthians é restrito aos sócios do clube, sem a inclusão de sócios-torcedores. No último pleito, houve menos de 4 mil votantes.

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