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Nos EUA, algoritmo calcula segurança de volta do público

por Redação - São Paulo (SP)
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Enquanto o futebol brasileiro inicia um debate atabalhoado sobre como pode ser a volta de torcedores ao estádio, os Estados Unidos vive uma situação um pouco mais racional. Lá, as principais ligas esportivas criaram regras rígidas sobre o tema. Umas vetaram a presença de público. Outras aprovaram o retorno apenas após aprovações de autoridades sanitárias locais.

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A diferença, lá, é que os donos de estádios foram atrás de soluções científicas para entender de que forma é possível dar mais segurança aos torcedores para o regresso e, assim, unir o conhecimento com a necessidade de movimentação da economia.

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Em maio, o Delaware North, grupo privado que é dono do TD Garden, em Boston, do time da NHL Boston Bruins e atua com concessões de restaurantes e varejo em mais de 50 arenas esportivas nos EUA, anunciou que buscaria uma solução para voltar o quanto antes a ter público nos eventos esportivos.

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Imagem do Safer Stadia, mostrando quais medidas precisam ser tomadas por clubes - Foto: Divulgação

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Na última semana, a empresa apresentou o "Safer Stadia", uma ferramenta que criou uma fórmula matemática para avaliar qual o risco de um evento voltar a ter a presença de público. Desenvolvida por John E. McCarthy, um renomado matemático da Universidade de Washington, a ferramenta calcula o risco de comparecer a um evento esportivo público em comparação com outras tarefas do cotidiano, como ir a aeroportos, fazer uma viagem de avião, assistir a uma aula, ir ao supermercado ou comparecer a um evento religioso.

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O matemático criou uma fórmula que calcula o risco como a multiplicação do perigo de contágio com a exposição ao número de pessoas.

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O Safer Stadia identifica os riscos potenciais de transmissão em um recinto esportivo, analisando a proximidade, o tempo e o número de pessoas com quem um torcedor interage. A partir disso, o matemático determinou quais fatores desses podem ser controlados a partir de algumas medidas mitigadoras.

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O segundo passo para o cálculo envolveu analisar o comportamento do torcedor na ida ao jogo. O que ele faz e quanto dura cada tarefa. Para isso, ele teve acesso aos dados do TD Garden. Entrada e saída do estádio; tempo para passar pela catraca e pela bilhetagem; deslocamento por corredores e tamanho do espaço para deslocamento, forma de deslocamento, tamanho do assento, a proximidade entre as pessoas e a distância entre as fileiras foram todas observadas.

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Os pesquisadores ainda analisaram quanto tempo leva para o torcedor se deslocar para uma loja dentro do estádio, ou um quiosque para a compra de produtos, a distância até o banheiro, etc.

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A partir disso, foi determinado qual é o risco para cada uma dessas atividades e, em seguida, foi calculado qual seria o impacto total de diferentes políticas de mitigação: exigir o uso de máscaras, distanciamento físico nos corredores do estádio ou deixar lugares vazios.

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Com todos esses cálculos, a equipe criou um algoritmo que apresenta uma pontuação de risco total para o evento.

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As arenas esportivas podem, assim, calcular o risco a partir da inserção dos dados que existem no seu espaço. A ideia, segundo McCarthy, é que o dono do estádio passe a fazer os cálculos e apresentar propostas seguras para que o público retorne aos eventos mensalmente, conforme a taxa de infecção de COVID-19 aumenta e diminui em suas regiões.

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TD Garden segue fechado, mas usa painel para passar mensagens para os fãs - Foto: Boston Globe 

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"O objetivo do modelo é avaliar o que é importante na experiência do estádio e o que não é. Aprendemos rapidamente duas grandes lições: o fator de risco mais importante em uma experiência de torcedor é sentar; e, com mitigação, o risco em tudo o mais é relativamente pequeno", afirmou McCarthy em entrevista ao site da Universidade de Washington.

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Segundo ele, usar máscara continua sendo a forma mais eficaz de impedir a disseminação do COVID-19. Segundo o matemático, uma pesquisa feita pelos donos do TD Garden apontou que 70% dos torcedores disseram que usariam a indumentária na ida ao estádio.

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Na visão do matemático, para que o estádio seja realmente seguro, as arenas terão de ser rígidas no controle do comportamento do fã.

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"A ocupação será reduzida e os fãs que comparecerão serão os mais ávidos, provavelmente os detentores de ingressos para a temporada. A punição por não obedecer às regras é que você será expulso. As equipes serão capazes de fazer cumprir as regras, muito mais do que podem ser aplicadas em outras situações públicas", disse.

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E, diferentemente do Brasil, em que a união entre os gestores esportivos parece ser distante, nos EUA a Delaware North já tem disponibilizado a ferramenta para seus parceiros em esportes profissionais. A ideia é, com isso, ajudar a impulsionar a indústria e acelerar o retorno do público. Segundo McCarthy, o "Safer Stadia" já foi apresentado aos times e ligas da NFL, NHL, MLB, NBA e MLS.

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