A NBA anunciou, nesta quinta-feira (4), o retorno da temporada 2019/2020 após a paralisação por conta do Covid-19. O modelo escolhido para minimizar os riscos de transmissão da doença foi o de sede única para as partidas. E a escolhida para receber o evento foi justamente a maior parceira comercial da liga americana de basquete: a Disney concentrará a competição.

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Na cidade de Orlando, junto aos parques temáticos da companhia, está o ESPN Wide World of Sports, um complexo esportivo de quase 1 quilômetro quadrado recheado de quadras, campos, uma rede de hotel e uma série de restaurantes. No local, que permanece fechado por conta do coronavírus, os atletas poderão ter um espaço seguro para se concentrar e terminar a temporada 2019/2020.

Foto: Divulgação / Disney

Esportivamente, a solução é prática. Segundo a Disney, as três arenas presentes no local podem ser transformadas em 20 quadras de basquete. Sem a presença de torcedores, será possível ter mais de uma partida oficial ao mesmo tempo, além de treinos de outras equipes. E também já existe no complexo uma estrutura para as transmissões das partidas, o que tornará a mudança mais simples para a NBA.

O ESPN Wide World of Sports, no entanto, não era a única opção da liga americana. Existia a possibilidade de ter jogos em Las Vegas ou até mesmo em outro complexo esportivo na Flórida, o IMG Academy. Pesou, por outro lado, o know-how da Disney em grandes eventos e a proximidade comercial entre as duas partes.

Atualmente, ninguém coloca tanto dinheiro na NBA quanto a Disney. Em 2014, a companhia se uniu à Time Warner para fechar um acordo de direitos de transmissão do torneio por nove anos, com uma oferta de US$ 24 bilhões (cerca de R$ 120 bilhões na cotação atual). Os canais ABC e ESPN, pertencentes à Disney, ficaram com uma parte maior dos jogos. A TNT, da Time Warner, ficou com o restante das partidas.

Para a Disney, a chegada da NBA tem vantagens em duas frentes. Primeiro, ajuda a promover o parque ESPN Wide World of Sports, inaugurado em 1997 ainda sem o nome da emissora esportiva. O complexo é aberto ao público, já recebeu atividades da própria NBA e até foi casa provisória do Orlando City, da MLS, mas nunca foi palco de um evento tão grande.

Além disso, a chegada do torneio desafoga todo o complexo de parques. Com tudo fechado desde maio por conta do Covid-19, a companhia teve que dispensar 43 mil empregados. Com a liga, a Disney poderá voltar a funcionar parcialmente antes da permissão de abertura para todo o público.


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