A Nascar anunciou, nesta quarta-feira (10), a proibição da bandeira conhecida como confederada, que é frequentemente vista em provas da categoria há mais de 70 anos. A bandeira é considerada por muitos americanos como um símbolo do racismo, da opressão e da escravidão.

A proibição foi colocada em prática apenas dois dias após um pedido do piloto Bubba Wallace, único negro no grid atual da Nascar. Além dele, o próprio presidente da categoria, Steve Phelps, já havia afirmado na semana passada que a Nascar deveria "fazer algo melhor como esporte" nas questões de injustiça racial.

Foto: Reprodução

"A presença da bandeira confederada nos eventos da Nascar contraria nosso compromisso de fornecer um ambiente acolhedor e inclusivo para todos os fãs, nossos concorrentes e nossa indústria. Reunir as pessoas em torno do amor pelas corridas e pela comunidade que ela cria é o que torna nossos fãs e nosso esporte especiais. A exibição da bandeira confederada será proibida em todos os eventos e propriedades da Nascar", afirmou a categoria, em um comunicado oficial.

A decisão da Nascar, que foi elogiada por nomes como o astro da NBA LeBron James, é mais uma que vem a reboque da morte do negro George Floyd por asfixia provocada por policiais brancos no último dia 25 de maio em Minneapolis, no estado americano de Minnesota. Em 2015, a categoria já havia tentado o banimento da bandeira, mas muitos fãs foram contrários e a ideia acabou não indo para frente.

Agora, com Bubba Wallace à frente do movimento e sendo apoiado por inúmeros protestos que irrompem nos EUA nas últimas semanas, a tendência é de que a proibição vingará. A bandeira confederada remete à Guerra Civil Americana, quando os estados do sul do país, favoráveis à escravidão, utilizaram-na durante os combates.


Notícia Nascar bandeira confederada Guerra Civil Americana escravidão racismo gestão Bubba Wallace George Floyd