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Máquina Talks: Mais do que nunca, o conteúdo é rei

por Redação - São Paulo (SP)
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Por muitos anos a única forma dos clubes divulgarem suas ações era por meio da imprensa. No segundo painel do Máquina Talks - Futebol 5.0 que contou com o comando de André Stepan, Lênin Franco, atual gerente de negócios do Bahia, e Caetano Marcelino, head de mídia e direitos esportivos do Flamengo, falaram sobre a importância do conteúdo para as equipes em uma era em que se tornaram fontes de informação. 

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“O que os clubes têm entregado algo diferente e não fazíamos isso antes por miopia nossa, sempre teve uma crença de que investir em conteúdo fosse muito custoso”, comentou Lênin. “Mas o conteúdo reina cada vez mais nos clubes de futebol.” 

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Com 7 milhões de fãs apenas no Twitter e 5 milhões no YouTube, o Flamengo é um dos maiores clubes nas plataformas digitais e quebrou recordes ao exibir a final do campeonato carioca na FlaTV. 

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Os próximos passos do Flamengo nesse caminho de monetização de conteúdo, o Flamengo irá expandir o investimento em branded content. “Não necessariamente o cara tem que estar na camisa para estar ligado ao Flamengo. Eu gostaria muito de ter a Ana Maria Braga cozinhando no CT e esse é o tipo de conteúdo de uma marca que vê que o futebol pode agregar”. 

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Quanto ao Bahia, eles apostam nos programas criados pelos influenciadores da torcida do clube no Sócio Digital, um plano de associação centrado no acesso a conteúdo exclusivo. “Eles têm carta branca para falarem o que quiserem nessa plataforma do clube”, comentou Lênin. Um desses programas fala com fãs ao redor do mundo. “Esse conteúdo tem sinergia com empresas do ramo como de viagem ou escolas de idiomas. Isso deixa de ser um merchan puro e vira uma propaganda misturada com o tema, uma monetização casada com o tema do programa”, comenta. 

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Essas movimentações no Bahia só foram possíveis por causa da direção, segundo Lênin. “Quando você dá essa liberdade, muitas vezes você paga o preço de ter críticas no canal oficial, mas os torcedores não querem ver conteúdo chapa branca. A liderança entendeu que isso era saudável para o clube”, conta.  Caetano acredita que esse movimento pode se expandir pelo futebol brasileiro, mas que tudo depende da abertura da diretoria a propostas assim. 

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Para ambos, a Medida Provisória é um caminho para que os clubes tenham mais controle da monetização do conteúdo. “O ponto principal dessa MP é democratizar”, afirma Caetano. Ele ainda afirma que o legado dessa liberação será benéfico para todos os esportes, não apenas para o futebol.  

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Com muitos clubes com contratos em vigência, a nova realidade criada pela MP pode ser só visa daqui dois ou três anos. “Em quatro anos, a tecnologia já avançou muito e todos os processos que envolvem a transmissão de um jogo vão ganhar força com o passar do ano”, explica Lênin. “Quantos mais jogos eu tenho, mais possibilidade eu tenho de vender patrocínio.”

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