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Máquina Talks: Futebol precisa dividir o espaço com os e-Sports

por Redação - São Paulo (SP)
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A importância e a relevância dos e-Sports não é mais novidade. Segundo um estudo promovido consultoria Pwc, um faturamento de 43,7 bilhões de dólares é esperado para esse mercado até 2022, somente no Brasil. 

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O Máquina Talks - Futebol 5.0 nesta quinta-feira (24) trouxe um debate sobre como os e-Sports podem atrair novos torcedores para os clubes de futebol. A conversa sobre as novas oportunidades contou com a presença de João Valim, da Country Manager da Konami, Fábio Kadow, diretor de Marketing e Comunicação da Puma, Luis Moura coordenador de marketing do Banco BS2 e Pedro Oliveira da Out Field. 

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“Olhando o mercado brasileiro, as marcas têm que entender como se posicionar no mercado. O perfil do gamer mudou muito de dez anos para cá. As marcas têm que enxergar onde elas estão, como elas ajudam a fazer parte da consolidação deste mercado e como elas se posicionam frente a este mercado consumidor que está mudando a cada dia, mas também falar com os consumidores mais antigos”, iniciou João Valim. 

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“Hoje a gente não precisa mais discutir o mercado, as empresas já conhecem o mercado e entendem seu potencial. O mercado brasileiro já atingiu uma certa maturidade, agora precisa achar uma maneira de se tornar sustentável e como se consolidar como uma indústria de entretenimento sólida”, explicou João, que ainda falou que para o futebol os e-Sports foram vistos como uma questão de sobrevivência. 

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Na mesma linha do que foi falado no painel sobre produção de conteúdo no primeiro dia do Máquina Talks, os executivos ressaltam que os clubes de futebol precisam entender que os games não canibalizam a atenção do esporte, eles são complementares. 

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“O futebol estava muito acostumado a ser o mainstream da massa e precisou ter o entendimento que eles podiam dividir a atenção. É um caminho de construção”, disse Luis Moura. 

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Para a Puma, a união dos e-Sports com os esportes tradicionais e com a moda é muito benéfico. “A gente não pode pensar que os gamers vivem em um universo paralelo, eles consomem a mesma cultura que nós”, ponderou Fabio Kadow. 

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A Cloud 9 é uma organização de e-Sports norte-americana que possui equipes de League of Legends, DotA 2, COD e outros games. A equipe possui uma atenção tão grande no mundo que a Puma irá lançar nos próximos meses uma loja virtual com as peças da Cloud 9 aqui no Brasil. 

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 “Com a Cloud 9, nós fomos aprendendo a entender mais esse universo e o que esses gamers consomem,” contou Fabio. 

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Sobre o futebol e o benefício que os clubes podem tirar de uma associação com os e-Sports, eles concordaram que o principal fator é o engajamento da marca com um novo tipo de consumidor. 

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“Se você tem uma comunicação verdadeira com esse público, você só tem a ganhar. O clube se torna muito mais atraente para os patrocinadores e é possível que ganhem novos fãs no futebol, que chegaram por causa do game”, explicou João. 

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Para Luis Moura, o tempo de maturação e o pertencimento dos e-Sports ainda está sendo construído. “O que a gente percebe com o futebol é que as pessoas crescem já com um time e indo ao estádio. Essa próxima geração já vai vir com isso com relação ao e-Sports também”, comentou Luis. 

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No entanto, Fabio Kadow pondera que os clubes de futebol não precisam entrar só porque os outros clubes estão entrando e criar uma rivalidade como existe no futebol. “Se um clube quer entrar, tem que entrar e tratar como uma modalidade diferente”, comentou o representante da Puma. 

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“Não precisa ser um ou outro, os esportes podem caminhar juntos”, explicou Luis Moura. 

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Apesar da franca ascensão e de ser um espaço muito democrático, o cenário no e-Sports ainda é muito machista.  “Não tem razão nenhuma para ter essa divisão nos e-Sports. A inclusão tem que ser total e nós temos que bater muito e sempre nesta tecla”, disse João.

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