O documentário mais visto da história da Netflix. Um par de tênis leiloado a um valor recorde de US$ 560 mil. Artigos licenciados do Chicago Bulls vendendo cerca de 45% mais nos EUA e absurdos 650% no Brasil. A audiência da ESPN batendo recorde a cada novo episódio lançado no mercado americano. Isso sem falar no mercado paralelo de venda de artigos de Michael Jordan.

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O sucesso absoluto da série "The Last Dance", que retrata os bastidores do time do Chicago Bulls dos anos 90 e seu maior ícone, Michael Jordan, serviu para reforçar a lenda do jogador e também para reativar os negócios dos Bulls, da NBA e do próprio Jordan, que já faturava muito com a marca licenciada pela Nike e, agora, vê os negócios crescerem exponencialmente num período de recessão mundial.

Foto: Divulgação

Lançada às pressas para preencher o período de pausa do esporte, "The Last Dance" reforçou a marca Jordan e turbinou os negócios de todos à volta dele.

Desde 1984, quando decidiu aceitar uma proposta de seu agente, David Falk, e negociar com a até então terceira opção Nike, Jordan é sinônimo de grandes negócios para a fabricante e para ele próprio. Em 2019, a marca Jordan vendeu US$ 3,1 bilhões. Neste ano, é bem possível que ela consiga manter o ritmo de vendas.

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"Obviamente, o mercado será totalmente diferente no mundo pós-pandemia, e o cenário da indústria já estava mudando antes da crise. Mas a capacidade de evoluir e mudar, mantendo-se fiel à sua herança, sempre foi a força da marca Jordan, e acho que isso permanecerá", disse à revista Forbes Jeffrey Jordan, que cuida de inovação digital da marca Jordan dentro da Nike. O sobrenome não é por acaso. Jeffrey é filho de Michael, foi jogador de basquete universitário e hoje cuida da marca do pai.

Arte: Máquina do Esporte

Mas as coisas não param por aí. Além dos recordes de vendas, "The Last Dance" provocou um outro fenômeno dentro da própria NBA. O rejuvenescimento da geração dos anos 80/90.

"O que eu acho interessante é que o 'Last Dance', para essa molecada, está sendo a forma de eles entenderem quão gigante foi aquela geração", declarou Rodrigo Vicentini, head da NBA Brasil, em entrevista à Máquina do Esporte.

Sem revelar os números de audiência, a Netflix colhe os frutos de ter fechado parceria com a ESPN Films para reproduzir globalmente os episódios que são lançados originalmente no canal linear da emissora nos EUA. O sucesso da empresa de streaming, porém, pode mudar, já que a ESPN declarou que, para as próximas produções, usará sua própria plataforma para distribuir o conteúdo mundialmente.


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