Estádio estava pronto para receber a partida (Foto: Reprodução / Facebook (@goiasoficial))

O Campeonato Brasileiro começou com um jogo cancelado a dez minutos do apito inicial, com o time visitante já em campo. A situação ocorreu no duelo entre Goiás e São Paulo, após o time do Centro-Oeste receber a notícia de que tinha dez jogadores diagnosticados com Covid-19.

O Goiás havia seguido as orientações de realizar os exames com 72 horas de antecedência à partida. No entanto, após uma falha de procedimento do Hospital Albert Einstein, escolhido pela CBF para realizar os procedimentos, a equipe teve que refazer os testes. E o resultado, que deveria ser divulgado 24 horas antes do jogo, saiu apenas na manhã de domingo, a poucas horas para o início do duelo.

Com o elenco todo concentrado para a partida, o Goiás recorreu à CBF para adiar a partida, mas não obteve resposta. Em seu site oficial, a confederação alegou que esperava as contraprovas dos exames, que saíram momentos antes da partida. O resultado confirmou que nove atletas estavam, de fato, com Covid.

Sem o aval da CBF, o Goiás entrou em contato com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O órgão acatou o pedido da equipe para não entrar em campo, mas a decisão chegou em cima da hora. Com o São Paulo no gramado, o presidente do Goiás, Marcelo Almeida, entrou em campo para entregar aos árbitros do jogo o documento do Tribunal que pedia pelo adiamento da partida de domingo.

A Globo, que iria exibir a partida para São Paulo, já havia iniciado a transmissão. O narrador do jogo, Gustavo Villani, teve que passar o sinal do duelo exibido no Rio de Janeiro, entre Flamengo e Atlético Mineiro. Nas redes sociais, o São Paulo expressou apoio à decisão: "Não há nada mais importante, neste momento, do que preservar a saúde e refletir à sociedade a importância dos cuidados".

A situação explicitou um vácuo no regulamento do Brasileirão, que não estabelece um padrão ser realizado em situação de time com muitos infectados e nem um número limite de atletas com o vírus. Em teoria, o Goiás terá que entrar em campo na próxima quarta-feira, contra o Athletico Paranaense, mas os nove atletas infectados precisam de, no mínimo, dez dias de quarentena. Isso sem considerar a possibilidade de novos resultados positivos após a concentração da equipe.

Outro problema está na testagem do Albert Einstein, que já havia apresentado falhas com o Bragantino, durante o Paulistão. No domingo, o Corinthians anunciou que não irá realizar os exames no hospital, que mantém parceria com a CBF.


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