A volta das atividades da LaLiga após a Espanha passar pela pandemia do coronavírus não pode ser considerada a maior conquista da liga espanhola nos últimos anos. Pelo menos na opinião de Javier Tebas, que desde 2013 preside a segunda competição nacional mais lucrativa do futebol, o regresso às atividades está atrás de duas outras vitórias da LaLiga nos últimos anos.

"Conseguir implementar a cultura de controle econômico dos clubes e realizar a venda centralizada de direitos de mídia a partir de 2014/2015 foram conquistas muito mais importantes da LaLiga do que a volta a jogar agora com a pandemia", disse Tebas, durante a abertura do World Football Summit Live Powered by R9.

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Em 50 minutos de entrevista, Tebas falou sobre o desenvolvimento dos negócios da LaLiga nos últimos anos e sobre o quanto a pandemia afetou o mercado. Na visão do dirigente, o "novo normal" do futebol será voltar a ser o que era antes.

"O futebol voltará a ser o que tem sido, com torcedores nos estádios, estádios cheios. Os valores econômicos continuarão altos. Vamos voltar ao patamar em que estávamos. Acredito que em até três temporadas estaremos nessa situação", declarou o dirigente.

Foto: Reprodução

Nos cálculos de Tebas, o futebol sofrerá uma redução nos valores das transações de jogadores. Para ele, contratações acima de € 100 milhões, como foram vistas nos últimos anos, não acontecerão por um tempo. Da mesma forma, as negociações acima de  50 milhões serão raras.

"Claramente vamos ver operações em valores econômicos mais baixos. De € 3,2 bilhões em transações de jogadores que aconteceram nas cinco principais ligas no ano passado, acredito que não deva passar de € 700 milhões agora", afirmou.

Tebas ainda defendeu a maturidade que os clubes espanhóis demonstraram na crise. A LaLiga criou uma linha de financiamento para as equipes honrarem compromissos no curto prazo, mas tem sido exigente para que nada saia da linha nos próximos anos.

"Os clubes estão sendo muito prudentes em suas gestões. Tivemos cerca de € 200 milhões a menos de prejuízo com a redução de salários no futebol da Espanha", disse Tebas, que considera que ainda "não é o momento" para um clube espanhol decidir lançar ações em Bolsa de Valores: "É preciso que o mercado volte à normalidade", concluiu.

A entrevista com Javier Tebas abriu o World Football Summit Live Powered by R9, na manhã desta segunda-feira (6). Realizado todo em ambiente virtual, o fórum reúne cerca de 3 mil pessoas e acontece até a próxima sexta-feira (10).

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