O adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021 deve gerar um custo adicional de quase US$ 3 bilhões para Tóquio. De acordo com o jornal japonês Nikkei, a renegociação dos aluguéis de instalações, o prolongamento do contrato de trabalho com 3.500 funcionários do Comitê Organizador dos Jogos e a renegociação com operadores imobiliários que venderam os apartamentos da Vila Olímpica são os principais responsáveis pelo alto custo que o remanejamento das datas acarretará.

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Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador de Tóquio 2020 afirmou que os custos com o adiamento do evento serão "enormes". Para ele, é preciso avaliar em que condições estarão os complexos montados para treinamento e competição dos atletas, que precisarão de manutenção até o ano que vem.

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"Precisamos avaliar se as instalações estarão disponíveis no próximo ano. Haverá custos adicionais como resultado da manutenção, e esperamos que eles sejam muito altos", revelou o executivo.

O dirigente ainda afirmou que é necessário que a nova data dos Jogos seja definida rapidamente, para que o comitê consiga se programar e ter a previsão dos gastos extras. Quando comunicou o adiamento do evento para 2021, o Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que os Jogos Olímpicos terão que acontecer "até o final do verão" (no Hemisfério Norte).

"Temos que decidir quando serão as cerimônias de abertura da Olimpíada e da Paralimpíada. Sem isso, há muitas coisas que simplesmente não podemos fazer. Estamos lidando com o adiamento dos Jogos, algo que nunca aconteceu na história. É uma tarefa assustadora", completou Muto.


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