A VST Enterprises, empresa de segurança cibernética do Reino Unido, está em fase final de desenvolvimento de um aplicativo para tentar auxiliar no controle de entrada de torcedores em eventos esportivos, acelerando o processo para liberar a presença de público em estádios.

A empresa, que tem entre os sócios Mike Farnan, ex-diretor do Manchester United, quer criar uma espécie de "passaporte da saúde", que asseguraria o atestado do torcedor em relação à contaminação pelo Covid-19.

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O aplicativo funcionaria sob supervisão do governo britânico para prevenir o contágio do coronavírus e permitir a entrada de torcedores "limpos" nos estádios. A ideia é que o app seja usado em conjunto com um teste para o coronavírus feito por profissionais de saúde britânicos, que validaria a informação sobre a condição de saúde do torcedor.

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Para ser eficaz, o torcedor precisará atualizar o aplicativo com as informações sobre sua saúde e o teste para o Covid-19. Só assim ele teria permissão para comprar um ingresso e poderia entrar em um evento esportivo.

Com um raio de ação de 100m, o aplicativo seria escaneado por seguranças nas arenas esportivas, facilitando também o acesso do torcedor à arena. O aplicativo, porém, ainda não tem data para ser colocado em funcionamento.

"O 'V-Covid' (nome dado ao aplicativo) é uma maneira verdadeiramente única pela qual todos os clubes de futebol e rúgbi, grandes eventos esportivos e órgãos governamentais podem implementar um sistema universal simples e altamente eficaz para garantir a segurança dos fãs nos eventos esportivos", disse Louis-James Davis, fundador da VST.

De acordo com o executivo, a tecnologia do aplicativo pode ser integrada com aplicativos de saúde e esporte já existentes. Os donos da empresa querem, agora, levar a ideia ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para tentar viabilizar o app para os Jogos Olímpicos, remarcados para 2021.

"O aplicativo será um passaporte importante e um meio de interação entre os torcedores e seus eventos esportivos. Ele também garantirá que os fãs retornem aos eventos de forma segura. Deixe-me fazer claro: não estamos achando uma solução mágica que vá lotar agora os estádios, mas seria uma forma gradual e faseada de permitir o retorno do torcedor ao evento esportivo. Mas, para isso, precisaríamos ter um plano de retomada do calendário esportivo britânico", completou Davis.

Até agora não existe previsão de retorno para as atividades esportivas na Inglaterra. A única certeza é o cancelamento do torneio de Wimbledon, que estava previsto entre o final de maio e o começo de junho. O evento era o único que tinha um seguro contra pandemia, assinado em 2003, pouco após a crise provocada na Ásia pelo Sars.


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