O futebol brasileiro está caminhando para uma transformação digital, impulsionada pela entrada da inteligência artificial na relação do clube com o torcedor que deve levar o esporte a um novo patamar. A análise é feita por uma das principais empresas de tecnologia do mundo, a IBM.

"Eu vejo uma movimentação excelente de clubes que já estão se preparando (para a transformação). Na América Latina existe esse modelo. Existe uma transformação digital no River Plate, por exemplo, que já dura muitos anos", acredita Luiz Eduardo Câmara, marketing manager da IBM na América Latina.

Em entrevista ao programa Os Maquinistas, o podcast semanal da Máquina do Esporte, Câmara falou sobre a transformação que a inteligência artificial provoca em nossas vidas e contou sobre o projeto da IBM com o Corinthians. Desde 2018 a empresa tem acordo para ampliar a relação do clube com o torcedor.

 

"Naturalmente existem modificações no meio do caminho, mas novas ações estão sendo pensadas para o Campeonato Brasileiro. O legal disso é que a IBM está com o Corinthians, e a gente pode ter uma coisa guardada para os próximos campeonatos, com pandemia ou sem pandemia", disse Câmara durante o bate-papo.

Para o executivo, a inteligência artificial está dentro das três principais mudanças estruturais que têm sido implementadas dentro dos clubes de futebol.

"Dentro do esporte, temos três pilares principais. Um é a customização e reorganização dos estádios e centros de treinamentos. O outro é a performance esportiva. E o outro é o engajamento do fã. A inteligência artificial está em cada um desses pilares", afirmou Câmara, que apontou o motivo para essas mudanças estarem acontecendo de forma mais acelerada nos últimos meses no Brasil.

"A gente está num momento de criar plataformas proprietárias do mundo esportivo. Eu saio de um engajamento pontual no dia do jogo para um engajamento 360 graus por 365 dias no ano. Eu começo a gerar conteúdo customizado para o fã. Eu começo a transformar o torcedor em cliente. Aí os clubes começam a abrir o olho".

Segundo Câmara, essa transformação foi acelerada pela ausência de jogos na pandemia, que obrigou os clubes a encontrarem outros meios de se conectar com os torcedores. Além disso, a mudança na legislação, que agora permite a clubes mandantes venderem os direitos de suas partidas, facilita para a conscientização de se investir em tecnologia para o relacionamento com os torcedores.


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