O governo japonês quer reduzir as restrições para a realização de torneios de e-Sports no país, de olho na injeção de mais dinheiro para a economia do país em um momento de paralisação do restante do universo esportivo por conta da pandemia do coronavírus. A ideia é que as mudanças permaneçam mesmo depois que as coisas voltarem ao normal.

De acordo com a agência Kyodo News, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão quer se reunir com as produtoras de games Nintendo, Sony, Capcom e Konami para propor que os campeonatos de e-Sports deixem de ser restritos a atletas profissionais. A projeção é de que a medida possa fazer com que a movimentação da economia de tudo relacionado ao e-Sports salte para US$ 2,5 bilhões até 2025.

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Segundo a publicação, cerca de metade da população de 127 milhões de pessoas do país está envolvida de alguma maneira com videogames, até por conta da presença dessas grandes desenvolvedoras com sede no Japão. No entanto, devido a uma série de restrições legais, o e-Sports nunca conseguiu decolar em território japonês.

Para se ter uma ideia, somente em 2018 uma lei que impedia os criadores de jogos de realizar competições com prêmios altos em dinheiro foi alterada. No entanto, a mudança foi condicionada ao fato de que os competidores fossem profissionais.

Entre os benefícios de uma mudança nas regras estão um uso maior dos serviços de telecomunicações 5G e uma injeção no mercado com a entrada de mais desenvolvedores de jogos. Além disso, a ideia é usar o e-Sports para benefícios sociais e até relacionados à saúde. Uma associação social da cidade de Saitama, por exemplo, organiza eventos de e-Sports para aposentados para melhorar a saúde cognitiva. Outra associação, esta em Takasaki, também já fez um evento do tipo para pessoas com deficiência.


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