A liga italiana começou a tratar de forma mais séria o combate ao racismo de seus torcedores. A Lega Serie A, entidade que organiza a primeira divisão do futebol italiano, confirmou, nesta terça-feira (17), que deve adotar, em breve, um sistema de reconhecimento facial para identificar torcedores culpados de comportamento racista nos jogos do Italiano.

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A medida foi tomada após vários incidentes de racismo acontecerem em gramados italianos nesta temporada, atingido atletas como Romelu Lukaku, Miralem Pjanic, Mario Ballotelli e Kalidou Koulibaly, alvos de cânticos xenófobos das torcidas.

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Luigi De Siervo, CEO da liga italiana, confirmou que tem sido feito um trabalho para permitir o uso da tecnologia de reconhecimento facial nos estádios, além de dispositivos avançados de escuta usados em operações antiterroristas.

"Ainda estamos aguardando autorização das autoridades de privacidade. Deveríamos conseguir isso com a ajuda do governo. Quando essas imagens estiverem disponíveis, os clubes terão que intervir diretamente", declarou De Siervo.

O anúncio feito pela liga, porém, acabou abafado. No lançamento do pacote de ações antirracismo, foram usados cartazes com desenhos de macacos feitos pelo artista italiano Simone Fugazzotto, que criou a ação para mostrar que "somos todos macacos". A iniciativa foi duramente criticada pelas instituições de combate ao racismo na Europa, sendo considerada por muitos uma "piada de mau gosto".

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A implantação da tecnologia de reconhecimento facial seria a primeira feita por uma das principais ligas de futebol da Europa. Recentemente, o Brondby, da Dinamarca, passou a usar o reconhecimento facial automático em seu estádio para identificar pessoas banidas de assistir a jogos, em um movimento pioneiro na Europa.


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