Corridas começaram apenas em julho (Foto: Ferrari)

A Liberty Media, que controla a Fórmula 1, divulgou na segunda-feira (10) o relatório financeiro do último trimestre e expôs a dificuldade da empresa em administrar a competição em tempos de coronavírus. A companhia teve uma queda de 96% da arrecadação com as provas no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com a situação do Covid-19, a Liberty Media teve que mudar profundamente o calendário da competição, com o cancelamento de diversas provas, entre elas o Grande Prêmio do Brasil, e o adiamento de eventos. Neste ano, as disputas começaram apenas em julho, com o GP da Áustria. Ou seja, o segundo trimestre, que sofreu a grande queda de faturamento, não teve nenhuma prova disputada.

Em números, a Fórmula 1 arrecadou 600 milhões de dólares, cerca de R$ 3,2 bilhões na cotação atual, durante o segundo trimestre de 2019. Neste ano, o valor despencou para apenas 24 milhões de dólares para o mesmo período.

Com a falta de arrecadação, mesmo sem provas, a Liberty Media teve um prejuízo operacional de 122 milhões de dólares. Em 2019, a empresa teve lucro de 26 milhões de dólares no segundo trimestre do ano, com o calendário normal.

"Como não houve eventos realizados durante o segundo trimestre de 2020, o a receita foi limitada, com a receita primária da Fórmula 1 no período consistindo apenas das rendas de contratos de patrocínio associados aos direitos não relacionados às corridas", explicou a Liberty Media em comunicado.

Obviamente, sem corridas, os custos também despencaram. Precisamente, foram 86% menores. Só não foi o suficiente para tirar a conta do vermelho.


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