A Associação Chinesa de Futebol (CFA) suspendeu 11 clubes por má administração financeira, sendo quatro da segunda divisão (League One) e outros sete da terceira divisão do país (League Two). Ao menos por enquanto, nenhum clube da Super Liga Chinesa (primeira divisão) foi desqualificado. As informações são da agência de notícias Xinhua.

De acordo com a publicação, todas as equipes envolvidas foram retiradas dos torneios que disputavam por conta de atrasos nos pagamentos de salários a jogadores e funcionários. Os clubes ainda podem se requalificar para jogar as competições, mas, para isso, precisam comprovar os pagamentos com a apresentação de documentos oficiais.

Foto: Reprodução / Twitter (@CSLfutbol)

Esta não é a primeira vez que o futebol chinês sofre um baque desse tipo nas últimas semanas. Apenas neste mês, outras cinco equipes chinesas de futebol profissional simplesmente fecharam as portas por questões financeiras, entre elas o Tianjin Tianhai, ex-time do atacante Alexandre Pato, atualmente no São Paulo, que disputava a divisão de elite do país.

Segundo a imprensa europeia, a pandemia do coronavírus e as consequências da Covid-19 na economia exacerbaram os problemas financeiros de diversos clubes chineses. Para tentar conter a situação, a CFA chegou a propor de maneira oficial a redução dos salários de jogadores e treinadores em pelo menos 30% no início deste mês. Em alguns casos, no entanto, a atitude não surtiu o efeito desejado.

Vale lembrar que a atual temporada da Super Liga Chinesa estava prevista para começar no dia 22 de fevereiro, mas teve que ser adiada. No momento, a CFA trabalha com a hipótese de dar o pontapé inicial no torneio entre o final de junho e o início de julho. 


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